Wilde morreu de infecção, dizem pesquisadores

Não foi a sífilis, mas uma infecção em um dos ouvidos a causa da morte do escritor Oscar Wilde. Segundo pesquisadores sul-africanos, em um estudo publicado pela revista científica britânica Lancet, Wilde morreu de uma infecção externa "que teria se difundido para parte do cérebro".Os biógrafos do autor de O Retrato de Dorian Gray, De Profundis e A Importância de Ser Prudente sempre estiveram de acordo em apontar a sífilis como causa da prematura morte de Wilde (aos 45 anos). Entretanto, assinalam Ashley Robins e Sean Sellars, da Universidade da Cidade do Cabo, "esta teoria não foi avalizada por nenhuma prova científica".Robins e Sellar consideram que "a história da sífilis" manteve-se por muito tempo porque combinava com a descrição de que Wilde mantinha uma vida de libertino, marcada por escândalos e atos de rebelião. A grande vivacidade intelectual que Wilde manifestou até seus últimos dias conduz, ao contrário, a excluir que ele tenha padecido desta enfermidade venérea.Na época em que Wilde morreu (no próximo dia 30 fará 100 anos), as infecções de ouvido eram muito comuns, já que nenhum antibiótico era ainda conhecido. A saúde do escritor, afirmam Robins e Sellars, piorou no curso de sua prisão, entre 1895 e 1896, na Inglaterra.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2000 | 19h44

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