DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Whisky e cola de sapateiro

A mistura dos dois ingredientes vai intoxicar o vivente. Corra que lá vem bomba.

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2019 | 02h00

A mistura dos dois ingredientes vai intoxicar o vivente. Corra que lá vem bomba. Uísque e Vergonha estreia no sábado, 11, no Teatro Novo, na Vila Mariana, levando ao palco a história de Charlotiê, personagem do romance homônimo da escritora Juliana Frank. A peça mostra uma garota que pinta e borda nas ruas de São Paulo com cinco artistas interpretando 22 personagens em 37 cenas. E alguns bonecos, claro, porque ninguém é de ferro. Alessandra Negrini à frente, o elenco tem Erika Puga, Carcarah, Gui Calzavara e, como atriz convidada, Ester Laccava. Direção de Nelson Baskerville.

ABALANDO BANGU 

Ou quase. A grande tarefa da história de Charlotiê ficou por conta da dramaturga Michelle Ferreira, que adaptou o romance para o palco. “Sigo a Charlotiê porque é uma grande odisseia torta e lisérgica no rito de passagem da vida dessa garota em meio ao caos de São Paulo”, conta Michelle. “O que mais me atrai na história é como ela é vivida na cabeça da protagonista, que acho muito encantadora e terrível ao mesmo tempo.”  

 

AUDIÊNCIA BOMBADA

Já tem data marcada para este ano o File – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, cuja 20.ª edição deverá ocorrer entre 26 de junho e 11 de agosto, na Galeria de Arte do Sesi, na Avenida Paulista. O mundo está de olho no nosso File. De acordo com a revista The Art Newspaper (também tem versão digital no theartnewspaper.com) a mostra brasileira foi a terceira mais visitada do mundo na categoria de arte contemporânea. 

 

PODE VIR QUENTE 

No fim de semana chegam duas grandes produções a São Paulo. Hoje com O Agora que Demora, de Christiane Jatahy, peça com interação teatral em filme gravado com refugiados da Palestina (foto das filmagens, no Jenin), Grécia, África do Sul e Amazônia, no Sesc Pinheiros.

E amanhã, no Sesc Vila Mariana, Angels in America abre as cortinas em uma montagem da Armazém Companhia de Teatro, com direção de Paulo de Moraes. A peça é dividida em dois episódios e será apresentada alternadamente, um episódio a cada dia. Aos sábados os dois episódios serão apresentados na sequência com cerca de seis horas de duração. 

 

PORQUE FERVER É POUCO

A peça de Tony Kushner, Angels in America, teve sua estreia mundial nos Estados Unidos em 1993 e abalou a Broadway. Foi montada em diversos países e continuou sua potente trajetória sísmica. Não era para menos. Tocava no assunto quase proibido: aids e homofobia diante do preconceito e moralismo extremado. Entendeu? A história parece ter ficado no passado mas o presente é figurinha repetida na velha cantilena. 

3 Perguntas para Camila Pitanga

A atriz, optaria pela educação fora o teatro

1. Por que teatro?

A minha necessidade de me integrar num corpo comum para pensar a nossa existência. 

 

2. O que é ser atriz?

Ser cavalo, artesã. Estar em frequente estado de luta para me desconstruir.

3. Situação inusitada?

Ver uma lacraia ser morta pela Cibele Forjaz, que estava na plateia, em O Duelo, na Serra da Capivara.

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