Welles, nem que seja só pela abertura

A Lady e o Lobo - O Bicho Tá Solto

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2013 | 02h09

16H10 NA GLOBO

(Alpha and Omega). EUA, 2010. Direção de Anthony Bell e Bem Gluck.

Animação sobre casal de lobos - ela, caçadora, e ele, a vergonha da alcateia. Eles são levados para parque temático e tentam fugir, para voltar para casa. Inédito, colorido, 88 min.

A Marca da Maldade

22 H NA CULTURA

(Touch of Evil). EUA, 1958. Direção e interpretação de Orson Welles, com Charlton Heston, Janet Leigh, Joseph Calleia, Akim Tamiroff, Marlene Dietrich, Dennis Weaver.

O Clube do Filme resgata, mas dublada, a obra-prima de Welles sobre investigação de assassinato que opõe policial corrupto, o próprio ator e diretor, a agente íntegro da divisão de narcóticos (Charlton Heston), na fronteira mexicana. O filme teve uma produção tumultuada. Welles, contratado para atuar, terminou dirigindo por pressão do astro Heston, mas o produtor Albert Zugsmith demitiu-o da montagem, alterando parte do material. Nada disso diminui o impacto do extraordinário plano-sequência na cena inicial, uma das mais famosas (merecidamente) do cinema. Henry Mancini elaborou uma trilha de rock latino que contribui para o clima e você talvez reconheça Joseph Cotten e Mercedes McCambridge, que fazem participações não creditadas. Reprise, preto e branco, 100 min.

Ameaça Subterrânea

23 H NA REDE BRASIL

(Faultline). EUA, 2004. Direção de

Rex Piano, com Doug Savant, Brandy Ledford, Justin Melvey.

Terremoto atinge ilha e os hóspedes de um resort ficam confinados numa área subterrânea. Uma mulher comanda a tentativa de subida do grupo - conseguirão safar-se? Uma clássica situação de disaster movie, sem atrações de direção nem elenco. Inédito, colorido, 88 min.

TV Paga

O Circo

12H05 NO TELECINE CULT

(The Circus). EUA, 1928. Direção e

interpretação de Charles Chaplin,

com Merna Kennedy, Allan Garcia.

Chaplin recebeu um Oscar especial por sua versatilidade e gênio como ator, roteirista e diretor, segundo a justificativa da Academia de Hollywood. Leonard Maltin acerta em seu guia de filmes ao dizer que, embora não seja uma obra-prima como Em Busca do Ouro e Luzes da Cidade, o programa possui um encanto todo especial. Carlitos integra-se a grupo itinerante e se apaixona pela trapezista. Mais de 30 anos antes que Cecil B. DeMille olhasse o circo como 'o maior espetáculo da Terra', Chaplin o vê de forma inversa, como o menor espetáculo. O final é antológico, você vai ver. Reprise, preto e branco, 72 min.

Quo Vadis?

14 H NO TCM

(Quo Vadis?). EUA, 1951. Direção de Mervyn LeRoy, com Robert Taylor, Deborah Kerr, Peter Ustinov, Leo Genn, Finlay Currie.

John Huston planejou a produção, mas abandonou o filme, antes que a rodagem começasse, em Roma, por divergências artísticas. Trata-se da adaptação do romance de Henryk Sienkiewicz, escritor polonês vencedor do Nobel, sobre as perseguições aos cristãos na Roma de Nero. Robert Taylor faz o tribuno que se apaixona pela cristã Lívia (Deborah Kerr) e tenta salvá-la. A expressão 'Quo Vadis, Domine?' (Aonde vais, Senhor?) veio de livros apócrifos, segundo os quais Jesus apareceu a Pedro, que deixava Roma para fugir do imperador. Pedro teria feito a pergunta e Jesus, ainda segundo a tradição, também teria dito - 'Já que abandonas meu povo, vou a Roma para ser crucificado, outra vez'. A exibição de filmes bíblicos era frequente na Semana Santa, mas foi se perdendo. O filme tem belas cenas e uma interpretação meio caricatural, mas forte, de Peter Ustinov como Nero. O grande desafio para quem assiste ao programa é identificar, entre os figurantes, a jovem Sophia Loren, que tem direito a um close. Em vez de 'Onde está Ollie?', a pergunta é - Onde está Sophia? Reprise, colorido, 171 min.

As Alegres Comadres

19 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2003. Direção de Leila Hipólito, com Guilherme Karam, Zezé Polessa, Elisa Lucinda, Ernani Moraes, Edwin Luisi, Milton Gonçalves, Chico Diaz, Bel Garcia.

Livre adaptação da peça de Shakespeare sobre trambiqueiro que chega a Tiradentes, no século19, disposto a seduzir (e espoliar) viúvas virtuosas. Mas as alegres comadres vão lhe preparar algumas surpresas. Bem produzido, empenhado, o filme quase chega lá. Reprise, colorido, 109 min.

Almas em Chamas

23H50 NO TELECINE CULT

(Twelve O'Clock High). EUA, 1949. Direção de Henry King, com Gregory Peck, Hugh Marlowe, Gary Merrill, Dean Jagger.

Gregory Peck fez vários filmes com o diretor King - e ganhou seu Oscar por O Sol É para Todos, de Robert Mulligan, em 1961 -, mas nove entre dez críticos (se não onze) vão jurar que ele nunca foi melhor do que neste drama sobre capitão de submarino que é substituído por dificuldade para comandar - ele se envolve demais com seus subordinados. A história se passa durante a 2ª Grande Guerra, os homens são confinados, o elemento feminino é ausente. Todo mundo achava que seria intolerável para o público, mas a força do relato o transformou em sucesso. Reprise, preto e branco, 132 min.

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