Weffort encerra encontro em Joinville

A 19.ª edição do Festival de Dança de Joinville teve o seu encerramento oficial na noite de sábado com a presença do ministro da Cultura, Francisco Weffort, que esteve na cidade para liberar verbas para projetos de restauração do patrimônio histórico da cidade. Ele conheceu as instalações da escola do balé Bolshoi, a única fora de Moscou. Weffort liberou recursos para a segunda etapa da reconstrução e restauração do Cemitério dos Imigrantes e do Museu de Colonização e Imigração. Ambas as instituições são consideradas patrimônio de Joinville, uma cidade de 151 anos e considerada uma das mais importantes de Santa Catarina.De acordo com o presidente da Fundação Cultural e do Instituto Festival de Dança de Joinville, Edson Machado, "o governo é um dos mais importantes parceiros culturais do município e a Lei Rouanet tem auxiliado no desenvolvimento da política cultural local". "Esses projetos de restauração foram idealizados pela fundação e também estamos investindo na ´cidadela das artes´, um espaço amplo que será transformado em centro cultural. É uma idéia que está nascendo via lei do mecenato e de incentivos", afirma. Cidadela é nome dado a uma antiga fábrica da Antártica, com 12 mil metros quadrados, que durante o festival abrigou uma mostra de filmes relacionados à dança. Os organizadores querem ampliar o espaço, abrindo as portas para outras expressões artísticas como teatro e música.Para Machado, o festival de dança já está consolidado e conta com o apoio e participação da comunidade. De fato, quem circula por Joinville nesta época do ano pode observar o logotipo do evento presente em lojas e nas ruas. Sapatilhas podem ser encontradas em todos os lugares: de chocolate, de tecido, de metal. "O festival de dança gera empregos, 150 diretamente e por volta de 400, de maneira indireta. Um evento grande como esse movimenta a economia e a universidade local está realizando uma pesquisa sobre o impacto causado pelo evento", observa. "A cidade também ganha com a especialização dos profissionais e dos serviços."O festival foi realizado no Centreventos Cao Hansen, um ginásio inaugurado em 1998, utilizado para exposições, competições e também dança. É o local onde são realizadas competições entre estudantes de academias e escolas de dança de várias partes do País. Nesta edição, as medalhas de ouro ficaram com Everton Besbati, da Femina Academia de Dança de Santa Catarina, e Luciana Paludo, da Cia. Luciana Paludo, do Rio Grande do Sul - cada um recebeu R$ 3 mil. A coreógrafa revelação foi Andréa Pivato, da Cia. Pavilhão, de São Paulo. A melhor coreografia foi Um Olhar Voltado para Meca, da veterana Ivonice Satie. Foram distribuídos R$ 22 mil em prêmios entre os vencedores. Participaram 142 grupos, com 228 coreografias.Este ano, o evento contou com noites de gala, nas quais grupos convidados fizeram apresentações. Na sexta-feira, última noite de gala, o Balé do Teatro Guaíra e Jair Moraes mostraram Treze Gestos de um Corpo. Uma peça criada originalmente para o Gulbenkian Balé de Portugal e adaptada para o festival com o intuito de homenagear Moraes e suas parcerias feitas ao longo de sua carreira. E a Companhia de Dança de Minas Gerais levou ao palco Entre o Céu e as Serras, peça que marcou o retorno do grupo aos teatros.No Teatro Juarez Machado, ainda em fase de construção, foi realizada a Mostra de Dança Contemporânea, que contou com grupos como Tanzhaus, que mostrou a coreografia Clarobscuro, excepcionalmente na sexta-feira, por causa de problemas técnicos nas instalações. Foram ministrados 33 cursos durante o evento.A 19.ª edição do Festival de Dança de Joinville também contou com uma competição à parte: o brasileiro Otávio Nassur entrou para o Guiness, após ter registrado a aula mais longa do mundo. O feito começou às 21 horas da quinta-feira, dia 26, e se estendeu até a meia-noite da sexta-feira, dia 27.

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