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'Washington Post' é destaque no prêmio Pulitzer 2010

'Next To Normal' levou o Tony e o Pulitzer de teatro; a melhor obra de ficção foi 'Tinkers', de Paul Harding

EFE,

12 de abril de 2010 | 19h28

O jornal "The Washington Post" foi destaque na 94.ª edição dos prêmios Pulitzer, ao receber quatro dos prêmios de jornalismo concedidos pela Universidade de Columbia, contra três dados a jornalistas do "New York Times". O anúncio foi feito nesta segunda, 12, pela Universidade de Columbia, que concede os prêmios desde 1917, considerados a maior distinção do jornalismo americano. O "Post" ganhou nas categorias de jornalismo internacional, reportagem de cotidiano, crônica e crítica.

 

Segundo o júri, os Pulitzer reconheceram assim a cobertura no âmbito internacional realizada pelo jornalista Anthony Shadid, parao jornal de Washington com "ricos artigos" escritos do Iraque, "enquanto as forças dos Estados Unidos saem do país e os iraquianos lidam com o legado da guerra".

 

O jornalista Gene Weingarten, também do "Post", foi contemplado pela "inquietante" reportagem que escreveu sobre pais que acidentalmente provocaram a morte de seus filhos, por esquecê-los dentro de seus carros. Kathleen Parker, do mesmo jornal, foi reconhecida por suas "engenhosas" crônicas políticas.

 

O último prêmio para o "Post" foi concedido pelo "refrescante e imaginativo enfoque" com o qual Sarah Kaufman elabora suas críticas artísticas dedicadas à dança, com as quais, segundo o júri, "ilumina uma multidão de temáticas com comentários provocadores".

 

Mais jornalismo

 

O "The New York Times", que o ano passado foi o meio mais premiado, com cinco prêmios, se conformou neste ano com o reconhecimento nas áreas de jornalismo nacional, reportagem de divulgação e reportagem investigativa, prêmio que dividiu com o "Philadelphia Daily News".

 

O primeiro deles foi obtido graças ao "incisivo trabalho" de Matt Richtel para mostrar os perigosos efeitos para os motoristas do uso de telefones celulares, computadores e outros dispositivos ao volante.

 

Já o jornalista Michael Moss foi contemplado por seu "incessante trabalho para informar na edição digital e impressa" sobre os problemas derivados da ingestão de carne de hambúrguer contaminada e outros aspectos de saúde alimentar, o que lhe valeu o reconhecimento na categoria de reportagem de divulgação.

 

O prêmio para melhor reportagem investigativa foi dado a Sheri Fink, por seu trabalho publicado no  suplemento de fim de semana, que retratou "as decisões de vida ou morte" tomadas por médicos que viveram de perto a catástrofe do furacão Katrina, em Nova Orleans, em 2005.

 

Na mesma categoria, as jornalistas Barbara Laker e Wendy Ruderman, do "Philadelphia Daily News", foram contempladas por revelarem um caso de narcotráfico que incluía o envolvimento de um grupo corrupto da polícia e que desencadeou uma investigação do FBI.

 

O reconhecimento por serviço público foi dado ao "Bristol Herald Courier", do estado da Virgínia; o de notícia de última hora ao "The Seattle Times"; o de jornalismo local ao "Milwaukee Journal Sentinel"; e o de melhor editorial ao "The Dallas Morning News".

 

A melhor caricatura foi publicada na edição digital do "San Francisco Chronicle". Nas categorias gráficas, o "The Des Moines Register" ganhou o prêmio de melhor fotografia de última hora e o "The Denver Post" o de melhor reportagem gráfica.

 

Além dos prêmios dedicados ao jornalismo, o júri anunciou os ganhadores dos Pulitzer de Literatura, Teatro e Música.

 

Literatura, teatro, música

 

O espetáculo da Broadway "Next To Normal", de Tom Kitt e Brian Yorkey, que em 2009 ganhou o Tony de melhor musical do ano, ficou com o Pulitzer de Teatro.

 

O prêmio de melhor obra de ficção foi dado a "Tinkers", de Paul Harding; e o de não-ficção a "The Dead Hand: The Untold Story of the Cold War Arms Race and Its Dangerous Legacy", de David Hoffman.

 

Na categoria de obra histórica, o contemplado foi "Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World", de Liaquat Ahamed, enquanto a melhor obra biográfica foi "The First Tycoon: The Epic Life of Cornelius Vanderbilt", de T.J Stiles, e o melhor de poesia foi para "Versed", de Rae Armantrout.

 

O Pulitzer de Música foi dado à obra "Violin Concerto", de Jennifer Higdon, enquanto o júri também reconheceu postumamente o trabalho do cantor de música country Hank Williams, que morreu em 1953.

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