Walter Firmo expõe fotos no shopping

Cartier-Bresson, Joseph Nicéphore, Jeanloup Sieff, Brasaï, Florence Henri, Robert Doisneau, Helmut Newton. Cada grande fotógrafo de Paris viu um aspecto particular da cidade, em geral em branco-e-preto (saudável mistério): ruas, parques e jardins, amantes, bistrôs, espetáculos, meninos, revoluções.Em 1999, com uma bolsa (a Bolsa de Artes Icatu), foi a vez de o brasileiro Walter Firmo fazer sua leitura. O resultado é Paris Arrêt sur Image, mostra que será aberta amanhã, às 18 horas, no piso do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo. São 40 fotografias emolduradas, em branco-e-preto, no formato 50 por 60 centímetros. Há também um livro, homônimo, que será lançado na ocasião.O que Walter Firmo viu? Passado mais de um século desde que os fotógrafos começaram a esquadrinhar Paris - o primeiro deles foi o grande Paul Nadar -, Firmo enxergou tudo de novo, só que com um novo filtro. Há desde o ímpeto revolucionário dos manifestantes em frente da Torre Eiffel até uma cover do famoso beijo do Hôtel de Ville, de Doisneau. A paixão e o romantismo dos franceses, dessa vez, está permeada por uma invasão publicitária, globalizada, que Firmo também registrou, como bom jornalista.Prêmio Esso de fotografia em 1963, Walter Firmo tem ótima reputação. Começou em 1957, no jornal Última Hora do Rio de Janeiro. Trabalhou na extinta Realidade, Veja, Isto É, Jornal do Brasil e por aí vai. É dele a famosa foto de Pixinguinha sentado numa cadeira de balanço.Em Paris Arrêt sur Image, ele acrescenta ao legado dos mestres uma pitada de intuição, contrapondo homem e paisagem. "Nenhuma dessas situações foi criada", conta Firmo. "Era um voyeur, um fotógrafo pé-de-poeira, livre, esperando para dar o bote e descobrir a realidade dentro da sua invisibilidade".Walter Firmo. Diariamente das 10 às 22 h. Shopping Villa-Lobos. Av. das Nações Unidas, 4.777, tel. 3024-3599. Até 17/6. Abertura, às 10h.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.