''Wagner me deu mais do que eu pedi''

Marco Aurélio Marcondes e José Padilha viraram especialistas em estratégias de lançamentos de filmes (nacionais), depois que conseguiram transformar Tropa de Elite 2 no maior fenômeno da história do cinema no País, com 11 milhões de espectadores. Ambos já disseram para o diretor Toniko Melo que VIPs deveria estar sendo lançado com 300 cópias e não apenas 174. "Sou novo no ramo, mas para mim o número é satisfatório, ainda mais que o filme entra num circuito de salas grandes", diz o diretor.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2011 | 00h00

Melo, sócio de Fernando Meirelles na O2, parece menos preocupado com o "mercado", num sentido amplo, do que com o público. "Fiz o filme para que as pessoas vissem, não para mim, ou meus amigos." A resposta tem sido boa. "Desde o lançamento no Festival do Rio, no ano passado, mostrei VIPs para plateias de psicólogos e magistrados. De maneira geral, eles resgatam o que queria dizer. Não há nada que tenhamos colocado (N.R. - Melo inclui os roteiristas), que não tenha sido assinalado e as pessoas ainda propõem interpretações muito interessantes."

É um filme sobre um farsante, não falsário. Toniko Melo cita Prenda-me Se For Capaz, de Steven Spielberg. Ele tem consciência de que seu filme dependia muito do ator certo. Ele procurou muito. Quando viu o primeiro Tropa de Elite, sentiu que sua busca havia acabado. "Precisava de um ator que dissesse com os olhos o que o diálogo não revela. Wagner (Moura) me deu até mais do que exigia."

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