Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Vulcão latino

A colombiana Shakira é a atração principal de festival que traz hoje Ziggy Marley, Fatboy Slim e Train

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2011 | 00h00

Pode pegar a capa de chuva para ir ao Morumbi hoje, porque pela previsão dos serviços de meteorologia as águas vão rolar. Anteontem em Brasília os shows de Shakira, Ziggy Marley, Train e Fatboy Slim, que se apresentam hoje no estádio paulistano dentro do Pop Music Festival, foram cancelados por causa do forte aguaceiro que desabou sobre a capital federal.

Já durante a apresentação do grupo gaúcho de reggae Chimarruts as luzes do palco foram apagadas e o festival, cancelado. O estacionamento do Estádio Mané Garrincha, onde seria realizado o festival, ficou alagado. Segundo a produção, 12 mil ingressos foram vendidos. Só na segunda-feira será comunicada ao público uma nova data para a realização do evento em Brasília.

À tarde a cantora colombiana, que integra a Fundação Alas, dedicada a educação infantil, visitou a presidente Dilma Rousseff e a presenteou com um violão autografado. Shakira disse que é "uma bênção" que o Brasil tenha uma mulher na presidência. "Ninguém como uma mulher para entender a necessidade das crianças", disse. Shakira afirmou que a Alas e o governo brasileiro devem firmar parceria em ações voltadas para as crianças latino-americanas.

Ecletismo. Tendo a cantora colombiana de 34 anos como principal atração, o festival começou por Porto Alegre na terça-feira. Shakira surgiu do meio do público e fez quase duas horas de show para cerca de 23 mil pessoas, cantando hits como Loca, Waka Waka (o tema da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010), Hips Don"t Lie e covers de Metallica (Nothing Else Matters) e o one-hit-wonder EMF (Unbelievable).

Com 50 milhões de discos vendidos, em 20 anos de carreira discográfica, Shakira - que além de cantora e compositora é atriz, dançarina e coreógrafa é sem dúvida a estrela feminina mais influente do pop latino-americano, fazendo par com o porto-riquenho Ricky Martin. Ela foi a voz oficial das duas últimas Copas do Mundo de futebol e coleciona diversos prêmios do mercado fonográfico. Quem viu o festival em Porto Alegre diz que ela ofuscou completamente as outras trações com sua performance de força vulcânica e sonoridade voltada para o rock.

Sob esse nome genérico, o Pop Music Festival promove uma mistura para gostos ecléticos. A atração menos cotada por aqui é a boa banda californiana Train, que começou a carreira em 1994 e tem cinco álbuns lançados. O roteiro de seu show no evento tem apenas oito canções, incluindo os hits Hey Soul Sister e If It"s Love.

O jamaicano Ziggy Marley, o melhor dos 13 filhos de Bob, musicalmente falando, já está na área desde meados da década de 1980 e esteve outras vezes no Brasil. Além do Pop Music Festival, ele se apresentaria ontem no Rio (na Fundição Progresso) e tem mais um show marcado para Florianópolis amanhã, no Life Club. O espectro musical de Ziggy vai além da herança do reggae de protesto de Bob Marley.

O britânico Fatboy Slim já é figurinha fácil por aqui e costuma montar seus DJ sets com bate-estacas que não fazem jus a seu bom material como produtor.

Para os shows de hoje, com público estimado de 60 mil, ainda havia ingressos à venda ontem para todos os setores do Morumbi. A abertura dos portões do estádio está prevista para as 15 horas e o primeiro show começa às 17 horas. A entrada de Shakira está prevista para as 20h40.

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