Volta o renegado A Fome

A escrita crua, mal polida e intensamente realista transformou o romance A Fome, do cearense Rodolfo Teófilo, em uma obra maldita. Publicada em 1890, logo foi esquecida, apesar de seu inegável talento. Mas é justamente esse livro, que trata da grande seca ocorrida no Ceará em 1870 e que traz até cenas de canibalismo, o carro-chefe do selo Tordesilhas, dedicado à literatura sofisticada, que será lançado hoje pela editora Alaúde, em festa realizada na Biblioteca Mario de Andrade.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2011 | 00h00

Com um logotipo criado pelo designer Kiko Farkas, o Tordesilhas busca colocar o leitor em contato com obras inusitadas. Assim, compõem a primeira fornada, além de A Fome, os livros A Pianista, de Elfriede Jelinek (Prêmio Nobel de Literatura de 2004), A Condessa Sangrenta, da argentina Alejandra Pizarnik, Os Trinta e Nove Degraus, de John Buchan (que inspirou filme de Hitchcock e peça com Dan Stulbach) e As Joias da Coroa, de Álvaro Cardoso Gomes.

A editora pensou também no público juvenil e lança o selo Tordesilhinhas, iniciado com três títulos da portuguesa Isabel Minhós Martins: Uma Mesa É Uma Mesa. Será?, Coração de Mãe e Quando Eu Nasci.

TORDESILHAS

Lançamento do selo. Biblioteca Mario de Andrade. Rua da Consolação, 94. Hoje, 20 h.

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