Volpi já foi muito falsificado

Volpi já foi um dos artistas maisfalsificados do mercado, o que provocava tremores em leilões.Foi só a partir dos anos 90 que a Sociedade para a Catalogaçãoda obra de Volpi começou o seu trabalho, que já rendeu um CD-ROMe busca do mapeamento de toda a produção. "O CD funcionou favoravelmente para oferecer segurançaao comprador, mas também serviu para possibilitar uma leituracrítica bem fundamentada de sua obra", diz Peter Cohn, da DanGaleria. "Hoje, o risco de se comprar uma obra falsificada ébem menor - existe o risco, mas só por desconhecimento daspessoas", pondera o galerista. "Nunca vi nenhuma falsificação convincente", diz ocrítico Olívio Tavares de Araújo. "As que vi (não mais de dez)são absolutamente precárias e só conseguem iludir a observadoresmuito despreparados ou desatentos." Para Araújo, toda a trajetória de Volpi foi sempre"decididamente" independente. "Em meados dos anos 50, eleestava às portas da abstração geométrica, tinha chegado lá pelospróprios passos, só por força de sua evolução. Foi quando osconcretistas se encantaram com a sabedoria de suas decisõesintuitivas e com sua integridade artesã e operária e oconvidaram a expor com eles. Os concretistas lhe deram um´empurrão´ para chegar à pura geometria? Sem dúvida. Volpi teriachegado lá de qualquer forma? Sem dúvida. Podemos falar, então,de ´influência´?", ele questiona.

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