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Alexander Wang, Phillip Lim, Celine e Isabelle Marant são marcas na boca dos fashionistas. Os chineses estão com bom cartaz por inovações, a maison francesa revive com a direção artística de Phoebe Philo e Isabel Marant aparece aos olhos dos americanos. Neste abril, em que o meio da moda está marcado pela suspensão das importações da Daslu, a abertura de loja Diane von Furstenberg no Iguatemi - com recorde mundial de vendas - e o Cidade Jardim anunciando expansão, Natalie Klein anuncia as quatro em seu portfólio.

Chris Mello, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2010 | 00h00

Da China

Alexander Wang é um chinês americano, radicado em Manhattan após viver os teens em Castro. Pense em Emile Hirsh como a monette-assistente de Sean Penn no filme Milk, ambientado no bairro gay de São Francisco. Isso! Wang é debochado assim; escandaloso assim e absolutamente competente. Está com 24 anos e um business de US$ 25 milhões feitos com a venda de... 6 coleções. "Tenho muita sorte de ter Aimie como cunhada", diz Wang sobre sua contadora. O comentário é típico chinês, cujo método de trabalho é, ao contrário do que imaginam ocidentais, pautado por relações interpessoais, arquitetadas para florescer em cerejas a longo prazo. Chinês precisa confiar e muda, sim, de ideia caso o negócio não vá como imagina. Isso explica dois fatos: Wang ter deixado a Central Saint Martins e a Parsons - as melhores escolas de moda - por sentir falta de direcionamento para business. E ter montado seu ateliê em torno da família. O irmão faz o branding; a mãe chefia o ateliê. E não, Alexander não tem a ver com a designer Vera Wang, das noivas. Wang é para chinês como Silva para brasileiro: nome comum. O que ele faz de bom? desconstrói alfaiataria masculina em peças superfemininas e recortes de esporte em prêt-à-porter. É ousado, e clássico: usa preto e marinho como cores dominantes. O que esperar: leggings de couro, moletons recortados, camisetas com imagens de filme.

Se Wang é o mais falado hoje, Phillip Lim era praticamente ontem o tal. Ok! Nem sempre um estilista é assunto única e exclusivamente por conta de roupas. Wang tem 24; Lim 34 - e esses dez anos implicam uma enorme diferença de comportamento e, consequentemente, da temperatura de conversas em torno deles. Lim veste as mulheres com pedigree e pouca prudência. Edith Bouvier Beale é uma musa. Estourou em hype logo na primeira coleção, também por fazer recortes clássicos esportivos em prêt-à-porter. Ganhou a crítica, dobrou na crise e fez US$ 12 milhões. Acrescente ao tom comercial, uma estratégia agressiva de posicionamento de marca para vestir celebs como Natalie Portman e Kate Hudson.

Phoebe & Celine

Só para lembrar: Phoebe Philo foi assistente de Stella McCartney na Chloé. Eram grudadas desde a escola Saint Martins e pararam de se falar porque não quis acompanhar Stella quando esta saiu da maison. No backstage dizem que o talento-mor da dupla era Philo e fato é: nos anos 2000 as fashionistas se acabaram em batas, calças de cintura alta e bolsas mil desenhadas por ela para a Chloé. Talento inegável. E o interessante é que o ego não impediu que deixasse o cargo cobiçado para focar na família. Três anos vegetando como simples menina inglesa foram o suficiente para que aceitasse, em 2008, a proposta de Bernard Arnault para recuperar o posto da Celine no ranking de marcas essenciais do prêt-à-porter francês. As meninas que sempre gostaram de Chloé, agora mais maduras, vestem Celine.

Chouchou minette

Isabel Marant é, desde os anos 90, a designer que veste as discretas e elegantes parisienses com vestidos soltos, calças justas, jaquetas masculinas. A designer só não é mais popular porque se manteve longe do mercado americano para controlar a qualidade.

Ponta do lápis

Cria de Adriana Varejão, Antônio Sobral montou em Berlim, com os amigos Tatiana Nardi e Rodrigo Di Sciascio, o projeto curatorial Coletivo Lápis. A mostra Measuring Distances vai reabrir a Gabriel 470 com trabalhos de artistas alemães, franceses e brasileiros. Todos, como o discurso-tendência: novos e autônomos.

Imagine que um certo personagem das artes se apropriou de um pedaço de muro pintado por osgêmeos e... vendeu. Teve à porta um dos artistas reclamando parte do valor. Justo. A pintura foi dada por eles para a cidade.

A megastar colombiana Doris Salcedo está cultivando plantas. Vai exibir em uma instalação na Pinacoteca. Com intervenção de Carlito Carvalhosa.

A empolgação da cúpula corintiana, com a previsão de faturar R$ 5 milhões por mês com a venda de R$ 2 milhões com o TimãoCap, fez outros times irem a campo. O vp-executivo da Sul América Capitalização, Sérgio Diuana, negocia projeto de título de capitalização com mais dois clubes.

E o alto clero da Igreja Universal vai receber dízimo por cartão de crédito. Pela bandeira Bradesco.

Zeca Veloso, filho-DJ de Caetano, virá a São Paulo dia 13 tocar pela primeira vez. Vai entrar no Ringue, de Cássio Machado, para uma luta de música com Patrícia Coelho, Theo Cochrane, Paola de Orleans, Ricardo Gaioso e Déborah Falci. E, assim, comemora o aniversário de Rodrigo Pitta.

Mais um salto

Mais um salto para elevar o nível do hipismo brasileiro: "Para diminuir gap de qualidade de competições nacionais e internacionais, era necessário um circuito de 1,5 metros", diz Isabella Pinheiro, sócia das amazonas Isabella Salles e Karina Johanpetter no novo Mitsubishi SporTV Riders Cup. Aprovado pela Confederação Brasileira de Hipismo como torneio quatro estrelas.

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