Voa viola dá ênfase à diversidade

Os vencedores do concurso em cinco categorias foram revelados em show na capital federal

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

Com shows de Renato Teixeira e banda, o trio de cordas de Ricardo Vignini e o reencontro de Roberto Corrêa e Siba, foram anunciados na sexta-feira, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília, os 5 vencedores do festival Voa Viola. O primeiro prêmio anunciado, para a categoria tradição, foi para a Família Pereira de Guaraqueçaba, Paraná. No quesito dupla, saíram vencedores Galvan e Galvanzinho, de Anápolis (Goiás).

Representando a modalidade canção, foi escolhido o cantor, compositor e violeiro Wilson Dias, mineiro de Olhos d"Água, no Vale do Jequitinhonha. Na categoria instrumental, o vencedor foi Arnaldo de Freitas, de Marília (SP), um que comprova "o poder voador da viola". Por último, mas não mesmo importante, o grupo paulista Conversa Ribeira foi selecionado para representar a categoria inovação. Cada um vai receber R$ 8 mil da Caixa, patrocinadora do concurso.

Como disse Corrêa, curador do festival com outro violeiro, Paulo Freire, foi "uma ingrata tarefa", não só premiar os cinco finalistas, mas selecionar entre 389 inscritos os que participariam dos shows no Recife, em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Os premiados pelos jurados J. C. Botezelli (Pelão) e Carlos Miranda não estão necessariamente entre os 12 que o público votou, via internet, para fazerem os shows.

De qualquer maneira, as escolhas são representativas do que se vem fazendo em música com viola hoje no País, em diversos estilos musicais, tipos de instrumentos (viola caipira, nordestina, de cocho, de buriti, machete), sotaques e regiões. Uma das diferenças desse prêmio, como enfatizou Corrêa e Juliana Saenger, dedicada coordenadora do festival, é que não se premia a competição, mas a diversidade.

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