Acervo Instituto Vladimir Herzog
Acervo Instituto Vladimir Herzog

Vladimir Herzog é celebrado em mostras de cinema e artes gráficas e música erudita em São Paulo

Os 75 anos de nascimento do jornalista, que foi torturado e assassinado pela ditatura em 1975, serão lembrados com eventos culturais gratuitos a partir desta quinta-feira

Marcio Claesen, estadão.com.br

30 de maio de 2012 | 19h47

Com o intuito de celebrar os 75 anos de nascimento de Vladimir Herzog, o instituto que leva seu nome promove, a partir desta quinta-feira, 31, uma série de eventos culturais gratuitos em São Paulo. "Procuramos reunir atividades gratuitas e culturais que possam contribuir para a discussão sobre a importância da memória para um povo", afirma Ivo Herzog, diretor executivo do instituto e filho do jornalista.

Torturado e assassinado pela ditadura militar em 1975, Vladimir Herzog será lembrado primeiramente com a Exposição de Cartazes sobre a Anistia, que traz 60 expressões artísticas sobre o tema e fica em cartaz na Cinemateca Brasileira entre 31 de maio e 8 de julho.

No coquetel de lançamento, haverá a exibição do único documentário dirigido pelo jornalista, o curta Marimbás (1963), além do longa Tire diré (1960), assinado por Fernando Birri, argentino professor e parceiro de Herzog.

 

O cinema, aliás, ganhará destaque na comemoração. A Cinemateca (entre 19 de junho e 8 de julho) e o CineSesc (entre 29 de junho e 5 de julho) apresentam a mostra Memória e Transformação. Serão, ao todo, 49 documentários com obras realizadas nos últimos 60 anos sobre a luta de resistência às ditaduras militares, governos totalitários e outros regimes onde o povo é oprimido. O diretor chileno Patricio Guzmán vai ministrar uma aula magna e comandará um debate após a apresentação de seu documentário Nostalgia da Luz (2010), em 8 de julho.

Inédita nas Américas, a cantata O Diário de Anne Frank será apresentada na íntegra e terá regência do maestro brasileiro Martinho Lutero. Com um coral de 110 pessoas, a obra conta a história de uma menina que foi vítima da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

O Seminário Direito à Verdade e à Memória encerra as homenagens ao jornalista com presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre  outros convidados, no Itaú Cultural.

Confira a programação completa no site do Instituto Vladimir Herzog.

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