Priscila Prade/Divulgação
Priscila Prade/Divulgação

Vivadança de 10 países

Na 5ª edição, festival tem início hoje em Salvador

Helena Katz - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

01 Abril 2011 | 00h00

Começa hoje, ocorre em Salvador, dura o mês inteiro e está no quinto ano. O Vivadança Festival Internacional vai ocupar oito espaços da cidade com espetáculos, oficinas, filmes, encontros, mesas-redondas, mostras e exposições de 10 países. A abertura, às 20 h, no Teatro Castro Alves, será com Naturalmente, a obra que Antônio Nóbrega chamou de sua tese, em 2009, na qual compartilha seus interesses com a dança. No domingo, às 11 h, no Teatro Vila Velha, Nóbrega se reúne com dois outros artistas que também se apresentam neste fim de semana, Luis Arrieta (Tango aDeus, no Teatro Molière) e Tadashi Endo (One-Nine-Four-Seven, no Teatro Vila Velha) para o Encontro com os Mestres.

Cristina Castro, a inventora do Vivadança e também sua diretora artística, contou, em entrevista via Skype, que este ano queria começar com um homenagem à sabedoria. Relembrou que foi um prêmio ganho da Unesco no Festival Mercado Cultural que funcionou como a primeira ignição. "Conversando com eles, descobri que o dia 29 de abril tinha sido transformado pela Unesco no Dia Internacional da Dança. Daí veio a ideia de fazer de abril e não somente do dia 29 o mês da dança aqui em Salvador."

Sem verba suficiente, passou a convencer quem solicitava data no Teatro Vila Velha a dançar lá em abril. No ano seguinte, abriu um espaço, que chamou de Casa Aberta, para quem aceitasse dançar pelo valor arrecadado na bilheteria. Na sua quarta edição, o Casa Aberta vai receber cerca de 300 artistas.

"O objetivo do Vivadança é ser um festival com muitos estilos de dança porque é a diversidade que alimenta o artista interessado em falar sobre o ser humano. E como a dança precisa estar conectada com a sociedade, sua programação deve contemplar quem pensa a dança diferente de mim", afirma Cristina.

No ano passado, criou o Prêmio Vivadança, destinado a produzir e apresentar a estreia de um artista residente no Estado da Bahia. A vencedora de 2011 foi Isaura Tupiniquim, aluna da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, com Fricção.

2011 é também o ano em que o festival inicia sua parceria com o Fundo Iberescena e vai realizar, dia 8, às 19 h, com a Red Sudamericana de Danza, a mesa-redonda Festivais Iberoamericanos de Dança: Contextos e Potencialidades para a Colaboração, com representantes do México, Equador, Chile, Brasil e Espanha.

Pela primeira vez, em parceria com o Fórum Internacional de Dança - São José do Rio Preto, vai apresentar seis dos vencedores das duas últimas edições do Internationales Solo-Tanz-Theater Festival que o brasileiro Marcelo Santos e ex-bailarino do Teatro Guaíra realiza em Stuttgart, na Alemanha.

De 2 a 30 de abril, no foyer do Teatro Vila Velha, o público, que no ano passado chegou a 12 mil pessoas, poderá ver a exposição com as gravuras que Carybé produziu depois de ver Nureyev ensaiando Apollon Musagète, de Balanchine, em abril de 1971, no Municipal do Rio.

O fim de semana dos dias 23 e 24 de abril será dedicado ao hip hop, incluindo oficinas de breakdance, DJ e grafite.

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