Visconti, Leconte e Bielinsky são cartaz da TV paga

Luchino Visconti, Patrice Leconte e Fabián Bielinsky. Ou Dirk Bogarde, Jean Rochefort e Ricardo Darín. São muitas as atrações de hoje da TV paga. Você pode selecioná-las por autores e também por atores. Estão concentradas nos canais da TVA e DirecTV. À tarde, às 17h30, o Cinemax exibe Morte em Veneza. À noite, começa às 22 horas, no Eurochannel, a Noite de Ator dedicada a Rochefort, com dois filmes dirigidos por Leconte: Os Canastrões e Tandem. Coincidindo com o primeiro desses dois programas, o Cinemax propõe, às 22 horas, Nove Rainhas.O italiano Visconti foi um dos maiores diretores do cinema (o maior?) Mas só os viscontimaníacos de carteirinha conseguem apreciar a adaptação que o cineasta fez de Morte em Veneza, de Thomas Mann. O filme é um suntuoso espetáculo audiovisual. Visconti transformou o escritor do livro de Thomas Mann em músico para usar as sinfonias de Gustav Mahler. Tudo magnífico, mas a história do músico em crise que identifica seu ideal de beleza num garoto, em Veneza consumida pela peste, sofre de um miserabilismo moral intolerável. Autores gays, mesmo um Visconti, caem na auto-indulgência ao falar sobre homossexualismo.Leconte é um diretor francês de filmes cults como Um Homem Meio Esquisito e O Marido da Cabeleireira. Em Os Canastrões, invade com sua câmera os bastidores do teatro para mostrar três atores decadentes que conseguem transformar peça boicotada pelo próprio produtor num sucesso. Em Tandem, o ambiente é o rádio e a trama gira em torno do assistente que tenta adiar ao máximo o anúncio de que o programa de seu chefe será tirado do ator. Rochefort está ótimo em ambos. O segundo é a obra-prima do diretor, dizem os críticos. Quanto a Nove Rainhas, o filme de Bielinsky usa a história de dois trapaceiros que vivem de pequenos golpes e um dia se descobrem às voltas com um grande negócio paras traçar um sugestivo retrato do país. Os atores são magníficos, não apenas Ricardo Darín, de O Filho da Noiva e Kamchatka. Gastón Pals e Letícia Brédice são, como dizem os portenhos, "estupendos".TV aberta - Já nos canais da TV aberta, a melhor chance de bom cinema é O Estranho que Nós Amamos, o filme mais perverso da carreira do grande Don Siegel. Clint Eastwood faz um soldado que pede abrigo num internato de moças durante durante a Guerra Civil americana. Mas, para ir ao ar, na Globo, à 1h45, o filme tem antes de derrotar na preferência do público Uma Chamada do Passado, de Jack Bender, sobre um casal de sobreviventes do Holocausto que tenta reconstruir a vida na América.

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