Sergio Castro|Estadão
Sergio Castro|Estadão

Virada Cultural inova com 'happy hour musical' na sexta e abertura com Ney Matogrosso

No centro de São Paulo, programação se espalhará em um perímetro menor do que na versão de 2015

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2016 | 12h15

Um grande nome da MPB foi escalado para abrir a programação da Virada Cultural 2016. Assim como costuma ocorrer nos outros anos. Ney Matogrosso fará a abertura oficial do evento que se espalha pelo centro da cidade de São Paulo em uma madrugada por ano. Mas, em 2016, o início não será exatamente às 18h do sábado, como sempre. A Virada Cultural começa suas atividades, oficialmente, a partir da sexta-feira, dia 20 de maio. 

A ideia, segundo informou a secretária municipal de Cultura de São Paulo, Maria do Rosário Ramalho, na manhã da sexta-feira, 13, é ampliar o alcance da Virada justamente para aqueles que trabalham na região central da cidade e que lá permanecem ao fim do expediente. Na área que vai desde a Praça da Sé até a Avenida Ipiranga, entre às 17h e 23h, nove pontos receberão atrações culturais. Um dos exemplos é o Palacete Tereza Toledo Lara, que em breve receberá a nova sede da Casa de Francisca, local importante para a música independente e autoral de São Paulo, e terá artistas como Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Luiz Tatit e Monica Salmaso. 

A partir das 18h de sábado, 21, tem início de fato a programação da Virada Cultural, com a abertura de Ney Matogrosso. O principal palco da Virada, montado em frente da Estação Julio Prestes, contudo, sofrerá com uma diminuição na sua programação costumeiramente em funcionamento durante toda a virada. Ele terá três shows no sábado, com Ney, Alcione e Baby do Brasil, e volta a receber artistas no domingo, 22, às 12h, com apresentações da Osesp, Criolo e Nação Zumbi.

É tudo por uma questão de segurança, afirmou o prefeito da cidade, Fernando Haddad, também na sede da Prefeitura. O evento deste ano, por exemplo, terá um perímetro reduzido, se comparado à edição do ano anterior. Desta vez, locais como Rua 25 de Março, Luz, Santa Cecília e Minhocão estão fora do perímetro da Virada de 2016. 

“Refizemos a logística em compasso com o conhecimento compartilhado com a Polícia Militar e a Guarda Civil”, explicou Haddad. “Fizemos um mapeamento das ocorrências e queremos garantir a segurança das pessoas. Também não queremos que as pessoas façam longos trajetos, sem que haja muita gente na rua. Não estamos pensando em economizar dinheiro de cachê, dinheiro do palco.”

A secretaria de serviço da Prefeitura de São Paulo também prometeu trocar as lâmpadas no centro da cidade e em outros pontos onde a Virada ocorre. São gastos R$ 2 mil por luminária, ocasionando um investimento de R$ 1,8 milhão em toda a cidade. Ainda em relação aos números, a Prefeitura investiu R$ 6,5 milhões em infraestrutura e R$ 8,5 milhões de programação, com cachês dos artistas que se apresentarão durante a programação, em um total de R$ 15 milhões, que vem em sua quase totalidade dos cofres da Prefeitura – o único patrocinador ainda não foi divulgado. 

Os palcos montados no centro da cidade seguem divididos por temáticas. No happy hour de sexta, por exemplo, é possível encontrar bandas independentes com o Garageira, promovido pelo bar Mandíbula, com programação das 18h à 0h, e samba, no palco montado entre a Avenida São João e a Rua Líbero Badaró. 

Na Virada em Si, o Palco São João será dedicado às mulheres, com a cubana Yusa (às 18h), Elza Soares (0h), Céu (2h) e Maria Rita (às 17h), entre outras. Na Barão de Limeira, ritmos brasileiros e latinos propõem a dança, de Gaby Amarantos (23h) ao grupo peruano Cumbia All Star (17h). Já o gaúcho Júpiter Maçã, músico que morreu no fim de 2015, será homenageado no palco Rio Branco. 

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