REUTERS/Amanda Perobelli
REUTERS/Amanda Perobelli

Virada Cultural 2020 terá eventos virtuais e presenciais

Serão cerca de 400 atrações, entre shows de Criolo, Elza Soares e espetáculos em teatros

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2020 | 21h34

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a 16ª edição da Virada Cultural terá shows e atrações online, entre as 18h de sábado, 12, e as 18h de domingo, 13, por conta da pandemia. Apesar de ainda manter algumas atrações presenciais, o evento terá cerca de 400 atrações disponíveis na internet, o que favorece quem vive em outras cidades.

Os cantores Elza Soares e Flávio Renegado, por exemplo, terão apresentação online, transmitida do Teatro Municipal de São Paulo. Outros artistas e grupos como Arnaldo Antunes, Criolo, Gloria Groove, MC Kekel e Renan da Penha, Elba Ramalho, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e o Terceiro Encontro Nacional de Mulheres na roda do samba, com Mart’nália e Fabiana Cozza também estão na programação deste ano. 

A edição que traz a mensagem “Tudo de arte, nada de Aglomeração” terá atrações, entre atividades online e intervenções urbanas pela cidade, sem aglomeração, em centros culturais, casas de cultura, bibliotecas e teatros.

No Anhangabaú, o Studio Visualfarm vai ocupar a região com projeções, música e dança, entre sábado e domingo, em conjunto com apresentação da Dança das Turmalinas Negras, grupo de performance paulista formado por garotas pretas, que se apresentarão na fonte instalada no Vale do Anhangabaú. Já DJs vão transmitir seus sets desde espaços como Aparelha Luzia, Boteco Pratodia, Casa da Luz, Mundo Pensante e Tokyo.

Para quem se dispõe a sair pelas ruas, uma boa opção acontece entre a meia-noite do sábado e as 6h do domingo: fachadas de prédios no entorno do Minhocão receberão projeções de imagens que representam a insurreição feminina. A artista Eliana Monteiro, diretora do Teatro da Vertigem, é quem concebeu o projeto Empena Feminina, que abrigará performances próprias e de outras artistas. A ideia é discutir as relações de invisibilidade, de sobrecarga e de poder e desigualdade feminina, que estão ainda mais evidentes (e fortes) na pandemia.

Nas artes cênicas, são 27 espetáculos oferecidos no formato online, em plataformas como Zoom, Sympla e Facebook, além de oito espetáculos realizados em teatros, com atores e atrizes ocupando os palcos, e o público, as plateias.

O Teatro das Artes, Teatro Gazeta, BTC Metrô Alto Ipiranga, West Plaza, vão receber o público da Virada Cultural em suas poltronas para assistir a espetáculos como Mãe Fora da Caixa, com Miá Mello e direção de Joana Lebreiro, Os Monólogos da Vagina, com Adriana Lessa, Maximiliana Reis e Cacau Melo, Cada um Tem o Anjo que Merece, com Carla Pagani, Gil Teles e Pedro Fabrini e direção de Maximiliana Reis, Uma Viagem à Broadway– O Musical, com o Estúdio de Danças Alexandre Montalvão, Rebobinando com Marcio Pial, com Marcio Pial, Trocando as Bolas, com Rodrigo Dionarpe e Thiago Uriart e Ex Bom É Exumado, com Silvio Toledo, Ellis Luise e Gal Spitzer e direção de Gal Spitzer.

A programação também vai lançar o projeto MAR 360º, voltado para exibição de arte urbana, em suportes como grafite, estêncil e fotografia, em grandes dimensões, feitas para o MAR (Museu de Arte de Rua) de São Paulo. São 40 murais, valorizando a arte de rua. Eles poderão ser vistos em um verdadeiro tour virtual cultural pelas mais variadas zonas e bairros que cortam a cidade, através de um plataforma online que possibilita a visualização de um mapa personalizado, estará em https:// www.mar360.art.br.

As obras escolhidas são de artistas como Speto, Alexandre Orion, Mundano, entre outros, sendo metade delas focada na discussão e abordagem da pandemia. Todas as atrações da Virada são gratuitas e informações sobre ingressos e como assistir aos diversos eventos estão disponíveis no site oficial www.viradacultural.prefeitura.sp.gov.br

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