VILLA PIANÍSTICO GERAÇÕES DA IMAGEM MAIS QUE BOLLYWOOD A TODA VELOCIDADE TRÊS VEZES NELSON seleção da semana* CONFISSÕES AFINADAS

O jovem pianista Pablo Rossi, o maestro Jamil Maluf e os músicos da Orquestra Experimental de Repertório encerram hoje, às 11 horas, a série de apresentações que o Teatro Municipal de São Paulo preparou para comemorar os 90 anos da realização da Semana de Arte Moderna. Eles interpretam o Momoprecoce, de Villa-Lobos, obra emblemática da literatura brasileira para piano. No programa estão ainda o Batuque de Lorenzo Fernandes e a Sinfonia n.º 1, de Radamés Gnatalli. / JOÃO LUIZ SAMPAIO

/ FLAVIA GUERRA, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h08

FILIPE CATTO

Quando: Hoje, dia 26, às 18 h.

Onde: Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822, 2215-8418. Quanto: R$ 8 a R$ 16.

BHAVA: UNIVERSO DO CINEMA INDIANO

Quando: De 29/2 a 11/3, 4.ª a dom. Onde: Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, telefone 3113-3651. Quanto: R$ 4.

BRINCANDO COM FOGO

Quando: De 2/3 a 8/4. 6ª e sáb., às 21h30; dom.,

às 19h30. Onde: Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93,

telefone 3871-7700. Quanto: R$ 20.

A 21.ª mostra Coleção Pirelli/Masp de Fotografia apresenta as 30 novas obras que entraram para o acervo e uma seleção de imagens que traduzem o melhor da arte fotográfica brasileira, feita por nomes como Otto Stupakoff (foto). / CAMILA MOLINA

Chega ao CCBB o maior panorama do cinema indiano já realizado na cidade. Detalhe para os cinéfilos: todas as cópias são em 35 mm. A mostra, que conta com 19 filmes, revela várias facetas da prolífica cinematografia da Índia.

Comédia de August Strindberg, Brincando com Fogo merece montagem de Nelson Baskerville. É o terceiro trabalho que o encenador estreia só em 2012. E, a julgar pelos anteriores, já se pode esperar por uma bela obra. / MARIA EUGÊNIA DE MENEZES

COLEÇÃO PIRELLI/MASP DE FOTOGRAFIA

Quando: De 29/2 a 6/5. 11 h/18 h (5.ª, 11 h/20 h;

fecha 2ª). Onde: Masp. Av. Paulista, 1.578, tel. 3251-5644. Quanto: R$ 15 (3ª, grátis).

A voz de Filipe Catto é uma das melhores na praça da cena atual. É feminina e contundente ao mesmo tempo. Tem um belo alcance. Fala de amor e sofrimento em gestos confessionais, registrados no primeiro disco, Fôlego, lançado em 2011. Gosta de achar que é a expressão de um Oscar Wilde contemporâneo. A encerrar com o de hoje, o cantor gaúcho faz três shows no Sesc Ipiranga, em que mostra composições próprias e covers que vão de Reginaldo Rossi a Arnaldo Antunes. / ROBERTO NASCIMENTO

PABLO ROSSI E ORQUESTRA EXPERIMENTAL

Quando: Hoje, 11 h. Onde: Teatro Municipal de

São Paulo. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, tel. 3397-0300. Quanto: R$ 40, 20 e 10.

DRIVE

Direção: Nicolas Winding Refn (EUA/2011, 100 min.). Elenco: Ryan Gosling, Carrey Mulligan,

Albert Brooks e Ron Perlman. Estreia sexta

Passado o terremoto do Oscar (neste domingo), a semana que vem traz uma promessa que a Academia de Hollywood não teve coragem de avalizar, mas à qual Cannes, no ano passado, atribuiu seu prêmio de direção. E quem premiou a mise-en-scène de Nicolas Wind Refn em Drive foi ninguém menos do que Robert De Niro, investido da presidência do júri. Pode-se fazer uma leitura psicanalítica do episódio. De Niro teria se voltado para o próprio passado, para a sua juventude, quando fez, com um certo Martin Scorsese, Motorista de Táxi (Taxi Driver), que ganhara a Palma de Ouro 35 anos antes, em 1976.

Drive conta a história de outro motorista de táxi. Interpretado por Ryan Gosling, o maior galã de Hollywood na era pós-Brad Pitt, ele é dublê de dia e à noite trabalha como motorista para criminosos. Desta vez, ele participa de um assalto, que não dá certo. O herói poderia seguir em frente, mas foi tocado pelo filho do homem que morreu na confusão. Por isso mesmo, ele se sente comprometido, moralmente, e toma a defesa do garoto, e também de sua mãe, Carey Mulligan.

Você pode até fazer a dobradinha - veja o filme, leia o livro. Pois o livro de James Sallis acaba de sair no País, e com o mesmo título. Só para sua informação, o The Washington Post acha que Drive, o livro, é tão bom que até autores consagrados deveriam lê-lo, na tentativa de aprender a escrever melhor.

Em Cannes, Wind Refn contou como foi contatado por Gosling na Dinamarca e viajou a Los Angeles para se encontrar com ele. Conversaram sobre mulheres - Gosling só pensa naquilo - e, no final, Wind Refn nem sabe direito por que, mas estava contratado. Pode ter sido intuição do ator, dono do projeto, mas ele sentiu que, com Wind Refn, a direção seria brilhante. E é, como De Niro sacou. Drive é violento sem perder a ternura. / LUIZ CARLOS MERTEN

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