Vilela expõe gravuras no Oiapoque

Em busca de um diálogo com pessoas que nasceram com o artesanato e com a literatura de cordel, uma das "irmãs" da xilogravura, o artista plástico Fernando Vilela começa hoje no Oiapoque a exposição Gravuras. Se ele chegará ao Chui não se sabe, mas com certeza a viagem promete ser produtiva em todos os parâmetros. "Uma troca de culturas, uma forma de divulgar meu trabalho fora dos grandes centros e uma experiência pessoal", resumiu ele, em entrevista por telefone ao portal Estadão. Nascido em São Paulo, ele se encontra como muitos jovens artistas que não têm a oportunidade de expor seus trabalhos em galerias de renome em grandes capitais. Mas ao receber um convite do Sesc de Macapá, Vilela não pensou duas vezes: fez as malas e providenciou o transporte de 40 xilogravuras que estarão expostas a partir desta terça-feira. A mostra foi divida em três módulos. O primeiro trabalha a figuração do interior de objetos domésticos. Em seguida o público aprecia as peças que traduzem a sensação dos grandes espaços. "Algo que vivi quando cheguei a São Paulo vindo de Campinas". O último traz sugestões de espaços fazendo um contraponto com as tensões e sensações. Segundo ele, a exposição trata da estruturação do espaço e a melhor ferramenta que encontrou para essa transmissão foi a madeira. Uma outra característica de seu trabalho é a ausência de títulos em suas obras. Antes de abrir a mostra Vilela faz uma palestra sobre Arte e Mídia: A Imagem como Construção de uma Visão, um outro tema que conhece amplamente, já que trabalha como webdesigner. A desenvoltura com a linguagem html e com as ferramentas do Photoshop também possibilitaram a criação de uma exposição virtual, que pode ser vista no site: www.artebr.com/vilela/. Depois do Sesc, às 40 peças serão transferidas para o forte de São José de Macapá, onde ficam do dia 22 de setembro até dia 15 de outubro. Construído entre 1764 e 1784, em um terreno que se encontra às margens do Rio Amazonas, o local promete ao visitante uma das vistas mais belas do Amapá além de uma vasta programação cultural. Depois ele estuda levar o material para Belém.Vilela estudou pintura com Ermelindo Nardin e gravura com Marco Buti. Formou-se em 1995 e fez, no mesmo ano, uma viagem de estudos de seis meses para os Estados Unidos e Europa. De volta a São Paulo em 1996, começou a trabalhar como ilustrador de livros, designer gráfico de CDs e sites na Internet. Sesc Macapá fica na Rua Jovino Dinoá, 4311. Abertura dia 29. Tel: (96) 214 1323. Até o dia 13/09. O Forte de São José de Macapá fica na Avenida Beira Rio, s/nº. Do dia 22/09 ao 15/10.

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