"Vila Sésamo" pede apoio à Brasília para voltar à TV

A nova versão brasileira de Vila Sésamo não tem prazo para estrear, mas sua produção já está acertada com o Canal Futura e a Fundação Roberto Marinho. O presidente da Sesame Workshop, Gary Knell, que criou a série há 36 anos e a distribui para 120 países, está no Brasil participando da 4.ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes e aproveita para buscar mais sócios. "É preciso haver parceria entre a iniciativa privada, as instituições não lucrativas e o governo para viabilizar o projeto", adianta ele. "Para isso, vou a Brasília conversar com as autoridades federais para sondar as nossas possibilidades, inclusive de levar o programa para a TV aberta."É a primeira vez que Gary Knell vem ao Brasil. Segundo ele, apesar de o Discovery e a rede mexicana Televisa terem fechado um acordo para produzir o programa para toda a América que fala espanhol (leia mais), o Brasil terá produção própria, com novos personagens e bonecos brasileiros e histórias ambientadas aqui. "Pode acontecer na floresta, nas praias, nas favelas...", diz ele, um apaixonado pela música e pelo futebol brasileiros. "Sonho colocar artistas populares no programa, como acontece nos Estados Unidos, onde Norah Jones participou de um episódio. Quem sabe o ministro (da Cultura) Gilberto Gil, aceita nosso convite?"Knell lembrou que hoje, cada vez mais, este é o veículo que alcança o maior número de crianças, sejam pobres, ricas, vivam no campo ou na cidade. "Para as mais pobres, inclusive, é o único canal de informação e de inspiração", disse. O sucesso de Vila Sésamo, que começou em 1968 nos Estados Unidos como Sesame Street foi imediato e dura até hoje. No Brasil, o programa estreou em 1972, com um elenco que depois virou estelar, Armando Bógus, Aracy Balabanian e Sônia Braga. Mas o público se apaixonou mesmo foi pelos bonecos (especialmente o Garibaldo, vivido aqui por Laerte Morrone) que vivem na imaginação de quarentões brasileiros até hoje.

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