Vilã na TV, Regiane Alves sofre nas ruas

Não adianta o sorriso simpático, o semblante angelical ou o tom de voz infantil. No último mês, Regiane Alves, 24 anos, vem sofrendo pelo menos um atentado por dia. As bombas caem em forma de xingamentos, sermões no elevador e houve até quem ameaçasse jogar ovos na atriz. "Dia desses alguém bateu em minhas costas com um jornal", diz Regiane. Sábado passado ela recebeu um safanão durante uma visita que fez a uma amiga em um hospital de São Paulo. Regiane é a nova vítima do "efeito da vilã", que normalmente atinge as atrizes (sempre elas, pois a maioria dos autores de novelas cismam em depositar as maldades nas personagens femininas). Várias já passaram por isso. Ana Paula Arósio, estrela de Esperança, perdeu a conta das vezes em que ouviu de senhoras o apelo "deixe a Maria em paz!". Beatriz Segall, por exemplo, declarou certa vez que teve de evitar atividades cotidianas, como ir ao supermercado. Claudia Raia quase levou uma surra na rua. Em Mulheres Apaixonadas, Regiane vive Dóris, uma moça de aproximadamente 20 anos que apronta o diabo com os avós. Ora arrogante, ora extremamente mimada, vive xingando os velhinhos, ameaça interná-los em um asilo e não hesita em fazer um "rapa" nas parcas economias do casal. Diante de tanta maldade, não tem brasileiro que não sinta vontade de dar uma surra em Dóris. E de cinta, bem na linha que Carlos (Marcos Caruso), o pai da personagem, deu no capítulo de segunda-feira de Mulheres Apaixonadas.

Agencia Estado,

16 de abril de 2003 | 19h26

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