Vida e arte de Cruz e Sousa revisitada

Soltando os Cachorros

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h12

15H55 NA GLOBO

(The Shaggy Dog). EUA, 2006.

Direção de Brian Robbins, com

Tim Allen, Kristin Davis, Zena Grey,

Spencer Breslin, Danny Glover,

Robert Downey Jr.

Tim Allen faz advogado que defende empresa suspeita de utilizar animais para testes. Sua filha acolhe cachorro que fugiu do laboratório e, ao cabo de muitos quiproquós, o animal morde o herói, que também vira cachorro e passa a ver o mundo (e a família) sob outra perspectiva. O velho tema da segunda chance, e nem se pode dizer que seja sob nova roupagem. Claro que, sendo com Allen, o tom é de comédia. Reprise, colorido, 98 min.

Caos Calmo

22 H NA CULTURA

(Quiet Chaos). Itália, 2008. Direção

de Antonello Grimaldi, com Nanni

Moretti, Valeria Golino, Isabella

Ferrari, Alessandro Gassman.

O horário da Mostra resgata o filme italiano que proporciona a Nanni Moretti talvez seu melhor papel dramático, incluindo o que ele próprio representou em O Quarto do Filho, que lhe deu

a Palma de Ouro no festival de Cannes. Ele perde a mulher e tem de lidar com a dor da per-da e as necessidades, emocionais e físicas, da filha. Como se manter forte? A beleza e talento de Valeria Golino acrescentam interesse ao relato. Reprise, colorido, 105 min.

Jurassic Park 3

0 H NA RECORD

Jurassic Park 3. EUA, 2001. Direção de Joe Johnston, com Sam Neill, Téa Leoni, William H. Macy, Laura Dern.

O terceiro filme da série adaptada dos livros de Michael Crichton. Os dois primeiros foram realizados por Steven Spielberg, que aqui após produz, e os críticos aproveitaram para cair matando no diretor Johnston. Es-te seria o pior filme de todos, mas não é. É até o mais inten-so, do ponto de vista humano (e dramático). William H. Macy e Tea Leoni formam casal de ricaços que induzem o pesquisador Sam Neill a voltar ao parque. Ambos procuram o filho que desapareceu no local, mas isso Neill descobre somente depois. A famílias, como sempre, está no centro das preocupações do bom diretor Johnston, de Querida, Encolhi as Crianças e Capitão América. Em tempo - Spielberg é grande diretor, mas essa reputação (merecida) certamente não decorre de suas aventuras com dinossauros. Reprise, colorido, 91 min.

TV Paga

Código de Honra

16H35 NO TELECINE CULT

(School Ties). EUA, 1992. Direção de Robert Mandel, com Brendan Fraser, Matt Damon, Chris O'Donnell, Ben

Affleck, Amy Locaine.

Garoto judeu é aceito como bolsista numa escola de prestígio. Sua simpatia e bom desempenho nos esportes o tornam popular entre os colegas, mas, quando descobrem sua origem, irrompe o antissemitismo. O diretor Mandel situa a sua história nos anos 1950, quando os Estados Unidos começavam a mudar. O grande atrativo da produção é o elenco jovem, com rostos que iriam se destacar cada vez mais. Ben Affleck virou até mesmo (grande) diretor. Uma possibilidade curiosa é a comparação deste filme com O Sorriso de Mona Lisa, de Mike Newell, com Julia Roberts. Na escola de moças, na de rapazes, o establishment está sempre reprimindo para evitar a contestação. Reprise, colorido, 110 min.

Viagem Insólita

22 H NO TCM

(Innerspace). EUA, 1987. Direção

de Joe Dante, com Dennis Quaid,

Meg Ryan, Martin Short.

Na vertente de Viagem Fantástica, de Richard Fleischer, mas com outro objetivo, Dennis Quaid é miniaturizado como parte de uma experiência - ele deveria ser lançado no corpo de um coelho, para pesquisa. Acontece que ladrões roubam a miniatura de submarino em que está o herói e ele termina injetado, por acidente, no corpo de um balconista hipocondríaco - Martin Short. Dá para se diver-tir bastante - Dennis Quaid e Meg Ryan, o romance; Martin Short, o humor; grandes efeitos. O que mais você quer? Pois bem - até este 'mais' o filme tem. O talentoso diretor Joe Dante, de Gremlins 1 e 2, cria infernos que colocam em xeque a organização social e o próprio cinema. Reprise, colorido, 120 min.

Cruz e Sousa - O Poeta do

Desterro

2H45 NO CANAL BRASIl

Brasil, 1998. Direção de Sylvio Back, com Kadu Karneiro, Maria Ceiça.

Reinvenção da vida e da obra do poeta catarinense Cruz e Sousa, considerado o maior nome do simbolismo na literatu-ra portuguesa. Machado de Assis e Lima Barreto podem ter tido problemas por causa do racismo, mas nenhum sofreu o emparedamento social e racial de Cruz e Sousa em sua breve vida (1861-1898). O filme é um docudrama que visualiza as estrofes do poeta e dá intensidade ao seu sofrimento. O ator Kadu Karneiro, que faz o pro-

tagonista, morreu prematuramente. É muito bom, como o próprio filme, um dos melhores do diretor Sylvio Back, que volta às suas origens (em Santa Ca-tarina) e não deixa de se projetar no deslocamento do poeta. Ele próprio sempre se sentiu à margem, por não pertencer ao eixo Rio/São Paulo

do cinema brasileiro. Reprise, colorido, 100 min.

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