Viagem pelo tempo no MorumbiFashion

Em ritmo de Bossa Nova a Iódice fez um revival dos anos 50 na passarela. Numa releitura de peças saídas dos grandes salões de baile, a grife apostou em vestidos esvoaçantes, camisas, bodies - tudo com muito babado. Waldemar Iódice também aproveitou para dar o recado ao segmento masculino, que apareceu em looks monocromáticos em cores inusitadas como rosa e azul bebê.A nostalgia de tempos passados fez contrapartida com acessórios modernos como cinturões largos nos quadris ou novas cores para as peças. Muito amarelo, rosa pálido, azul, cru e preto além de estampas de folhas e geométricas. Quase todos os modelos vieram com babados ou drapeados em tecidos como seda, jersey, shantungue e couro. Flores em relevo aplicadas nas camisas ou vestidos foram recorrentes e deram um ar retrô.Seguindo a tendência, a Iódice também soube que seria preciso falar de Brasil: nada melhor do que os biquínis e maiôs. As calcinhas apareceram com a cintura baixa e com a parte de trás mais comportada, e os maiôs eram vazados na parte dos quadris. Uma ótima versão do tema foi o biquíni jeans, novamente com uma flor aplicada. As bermudas, ideais para nosso verão, ganharam tecidos mais nobres como o shantungue, e combinavam sempre com as camisas de seda, deixando aparecer as curvas dos seios. As saias estavam mais curtas, acima dos joelhos, e eram cortadas no viés, com calças em couro cigarretes.A Iódice não inova mas faz uma moda fácil de usar. A moda brasileira é revisitada em várias décadas, o que acabou por tornar a coleção, também, muito mais adaptável.

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