Verão 2014 será livre, leve e solto

Nas semanas internacionais, o esportivo encontra o clássico para criar uma estação descontraída e chique

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

27 Setembro 2013 | 22h22

Ventos descontraídos vão soprar no verão 2014. A julgar pelas semanas de moda de Nova York, Londres, Milão e Paris, a estação quente traz uma brisa que mistura jovialidade, conforto e alegria.   A primeira semana a abrir o calendário das coleções primavera-verão do próximo ano foi a de Nova York, anunciando um mês em que as principais passarelas do mundo revelam o que vai se vestir nas estações que virão. Da Big Apple veio a confirmação de que a leveza das transparências que ganhou destaque em coleções passadas veio para ficar. Peças que deixam a pele totalmente à mostra ou que se sobrepõem a calças e tops deram o tom a desfiles de grifes como Vera Wang, Jason Wu, Milly e até a brasileira Osklen (que mostrou em NY as mesmas criações da SPFW, em março).  

Se a pele está à mostra, a barriga também. A famigerada combinação de cropped top (blusa ou tops mais curtos) com calças tanto de cintura alta quanto baixa deixou de ter o ar de vulgaridade de outrora para ganhar status fashion.  

Quem pode usar e abusar do estilo vai adorar o verão das italianas Versace, Ferragamo e Dolce & Gabbana, que deram à semana de Milão cores descontraídas e atitude ultrajovem.

Antes de aportar na cidade italiana, o calendário passou pela London Fashion Week (13 a 17/9). A mais moderna das semanas de moda contou com estreias e despedidas. Entre os nomes que entram para o line up da LFW está a badalada grife de calçados Manolo Blahnik, que apresentou a nova coleção na capital inglesa. A brasileira Barbara Casasola, que desfilava em Paris, estreou na passarela de Londres. Outros nomes brasucas como Inácio Ribeiro, da Clements Ribeiro, e Lucas Nascimento fizeram bonito na semana londrina. Já na lista de despedidas, a Issa London, até então sob o comando da brasileira Daniella Helayel, ficou de fora do calendário, pois passa por reestruturação depois da saída de sua criadora e da entrada da diretora criativa Blue Farrier.  

Desfalques à parte, nomes como Peter Pilotto, Mary Katrantzou e Peter Pilotto propuseram uma primavera-verão alegre e despreocupada.  

Livre, leve, solta e colorida também foi a passarela de Milão (de 18 a 23 de setembro). Da já citada barriga de fora, tendência forte nos desfiles de Jil Sander e Versace, às cores fortes da Prada e da Pucci, o verão italiano pede também decotes, fendas, transparências, brilho e praticidade. Este último item surge também na coleção da Versace, que alterna peças sensuais com outras mais práticos em que camisetas dão simplicidade a looks de saias godês e sandálias gladiadoras. Descontraídas também são as vaporosas túnicas propostas pela classuda Cavalli, a barroca Dolce & Gabbana e a colorida Missoni. Enquanto, no caso da primeira, as túnicas são longas e esvoaçantes, nas duas últimas a peça surge mais curta e mais urbana. Sinal de um verão chique e confortável.  

Já a Prada é, como sempre, um capítulo à parte. Miuccia Prada prova a cada estação por que é uma das maiores. Em um desfile supercolorido, em que Miuccia reproduziu a arte de ilustradores e grafiteiros para criar tanto os cenários do desfile quanto as peças, a street art se uniu ao esporte e à tradição dos bordados. O resultado foi uma coleção que ousa e ao mesmo tempo reverencia a tradição. Enquanto os looks reproduziam as obras exibidas no cenário, criando uma ilusão de ótica, as cores fortes (como amarelo ovo, verde e azul royal) evocavam bandeiras de países que disputam campeonatos de futebol. Referência clara ao universo da bola nos meiões transformados em leg warmers (polainas) e nos calçados planos e confortáveis. Forte e delicado.  

Assim também foi a Dior, que causou na semana de Paris (que termina na quarta) com a coleção transgressora e ao mesmo tempo reverente de Raf Simons. O diretor criativo da grife francesa ganha mais confiança para introduzir sua assinatura com o uso de frases aplicadas em vestidos, saia lápis com nervuras e transparência e símbolos esportivos. Quem também causou em Paris foi a Balenciaga. Em sua segunda estação sem Nicolas Ghesquière (que tem sido cotado para substituir Marc Jacobs na Louis Vuitton), a maison apresentou a segunda coleção de Alexander Wang. Provando porque é aposta certa quando o assunto é unir o estilo esportivo fashion com a tradição da grife espanhola, trouxe um verão de formas menos estruturadas, mas que vão agradar em cheio às garotas ávidas por peças que mesclam o urbano e o luxo com o despojado e jovial.

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