Ventosul e os sentidos da crise

"Os eixos tradicionais deixaram de ser hegemônicos na medida em que outras cidades com ambição cultural, entre elas, Curitiba e Porto Alegre, decidiram investir em arte. O mesmo fenômeno de descentralização se observa na Ásia e nos Emirados Árabe", afirma o alemão Alfons Hug, curador, com o paraguaio Ticio Escobar, da 6.ª VentoSul. A mostra em Curitiba, com abertura no dia 17 e até 20 de novembro, traz obras de 70 artistas nacionais e estrangeiros. O conceito da edição se faz sob o tema Além da Crise.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2011 | 00h00

Não se trata, diz Hug - que já foi curador de duas Bienais de São Paulo -, de "uma crise da arte, nem dos suportes", mas o conceito se refere à reflexão sobre um "momento crucial que, diante de uma mudança brusca de paradigma, exige decisões, posições e imagens novas". A fotografia, como do ucraniano Boris Mikhailov e da alemã Ricarda Roggan, e a pintura, como de Marina Rheingantz e Eduardo Berliner (foto), são destaques. Vale dizer que a participação de criadores do Paraná foi realizada com a ajuda de Artur Freitas, Eliane Prolik e Simone Landal.

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