Ventos da Europa

Londres, Milão e Paris revelam o que vai aquecer o mundo fashion no próximo inverno

Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo,

04 de março de 2012 | 08h19

Enquanto Paris já se prepara para o fim de sua semana de moda Outono-Inverno 2013, na próxima quarta-feira, Londres e Milão já foram alvos dos olhares dos fashionistas e assunto para balanços e previsões do que vai ser quente no próximo inverno do Hemisfério Norte.

 

Por falar nisso, vale lembrar que não é só nas semanas de moda brasileiras que as coleções apresentadas nem sempre ‘acompanham’ a intensidade do frio local. Se no Brasil, em pleno Rio ou São Paulo, vários estilistas não abrem mão de incluir peles em suas previsões de moda, mesmo em um país onde dificilmente uma pele será posta para fora do armário, mesmo no mais rigoroso dos invernos locais, na Europa, os criadores insistem em trazer suas top models desfilando de sandálias, frugais escarpins e looks leves e esvoaçantes.

 

Adequados ou não à meteorologia, o fato é que fashion mesmo é inventar sua própria estação. E nesta temporada europeia, os ventos europeus trazem uma moda que não abusa do luxo, já que vivemos tempos de crise, mas que tampouco deixam a sofisticação de lado. Paris, por exemplo, esquentou de vez na quinta com um desfile relâmpago de Balenciaga. Em apenas cinco minutos, o estilista Nicolas Ghesquière propôs seu inverno inspirado no ‘mundo corporativo’, revelando as diferenças entre um banqueiro, um executivo e uma mulher que trabalha na indústria dos cosméticos. Mais pé no chão, impossível. Já o que se viu na passarela era a viagem fashion que sempre torna a grife uma das mais criativas do circuito. Destaque para a saia em corte A (mais estreita na cintura e aberta na barra).

 

O corte também pôde ser visto no desfile da Dior, que foi buscar nos românticos anos 40 e 50 a calmaria que a grife precisa após o período de polêmica do ‘escândalo Galliano’. Sob o comando de Bill Gaytten, novo diretor criativo da casa, o inverno Dior surge em tons pastel, decotes comportados e cores suaves. Assim vai ser o inverno da grife. Bem distante de fato das extravagâncias de coleções anteriores.

 

O terninho e/ou casaco que adquire status de peça principal de um look também esteve presente na grife. A tendência pôde ser vista uma semana antes no desfile da inglesa Burberry Prorsum, que, na colorida e ousada London Fashion Week, surgiu com o casaco como estrela de vários looks. Ao todo, Christopher Bailey exibiu 30 looks, que variaram do clássico trench coat indefectível da marca ao pesado casaco cocoon.

 

Já em Milão, entre os destaques está o peplum (espécie de cinto ou saia plissada que, aplicados sobre as cinturas dos looks, dão volume e textura). Este controverso ‘recurso’ parece ter chegado com tudo. Haja vista o look que foi destaque da Bottega Veneta, da Etro e da Armani.

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