Veneza será invadida<br>pela arte brasileira

A partir de 7 de junho, Veneza viverá uma pequena "invasão" brasileira nas artes visuais. Simultaneamente à abertura da Bienal de Veneza, haverá exposições de brasileiros nos museus Peggy Guggenheim e Fortuni e a Igreja de São Giácomo terá suas imagens sacras retiradas e trocadas por santos do barroco negro brasileiro.Em frente ao museu Peggy Guggenheim, no Grand Canal, será instalado um painel de Miguel Rio Branco, que ficará visível para as embarcações que trafegam no principal canal de Veneza. Os representantes brasileiros na Bienal de Veneza, Ernesto Neto e Vik Muniz, terão três exposições simultâneas na cidade.O primeiro andar do Museu Fortuni será ocupado por uma exposição de Carmem Miranda, a primeira grande artista do gênero exportação da arte popular brasileira.Já o artista brasileiro Tunga foi convidado para produzir uma obra, que será destinada ao jardim do museu Peggy Guggenheim. Tunga fará companhia a obras de Alberto Giacometti, Marino Marini, Max Ernst, Henry Moore, Jean Arp e outros.A coleção Peggy Guggenheim é um dos mais importantes acervos de arte moderna da Europa, contando com obras mestras do cubismo, futurismo, pintura metafísica, abstracionismo europeu, surrealismo e expressionismo abstrato americano. É mantida na casa onde viveu Peggy, o Palazzo Venier dei Leoni, às margens do Grand Canal.É gerida também pela Fundação Solomon Guggenheim de Nova York. A escultura de Tunga ficará permanentemente no jardim do museu, incorporando-se ao acervo."Mandamos fazer 5 mil catálogos para serem distribuídos em Veneza durante as mostras", disse Edemar Cid Ferreira, presidente da Fundação Brasil + 500. "Nossa idéia é divulgar fortemente o Brasil durante a maior mostra de artes visuais da Europa".As mostras brasileiras serão abertas no suntuoso Palácio Ca´Zenobio, construção do século 17 às margens do Grand Canal, no dia 7 de junho. No mesmo dia, às 18h30, abre-se a exposição do museu Peggy Guggenheim.

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