"Venecia" e "Carmen" são destaques do Filo

O espetáculo teatral Venecia, dirigido pela argentina Helena Tritek, e a sambópera Carmen, de Augusto Boal, são os espetáculos de amanhã à noite da mostra oficial da 33ª edição do Festival Internacional de Londrina (Filo), que este ano ganhou um novo formato. Sob o título Filo 2000 - Ano 0 - De Todas as Artes, foram organizadas uma série de oficinas nas mais diversas áreas da criação artística - arquitetura, fotografia, artes plásticas, circo, teatro, dança e moda -, cujos resultados práticos como exposições, vídeos, desfiles e espetáculos estão sendo mostrados juntamente com a programação da mostra oficial. O saldo dos chamados "Projetos de Maio" foi bastante positivo, mas os organizadores enfrentaram muita dificuldade na captação de recursos, o que acarretou o cancelamento de parte importante da programação deste mês. Ainda assim, o público verá bons espetáculos na mostra oficial.Espetáculos - A linguagem de Venecia remete - por sua aparente simplicidade e jogo dramático apoiados nos atores - às cenas de Prêt-à-Porter, porém com uma dramaturgia bem mais sofisticada. A história gira em torno de uma cafetina cega que sonha rever um antigo amante em Veneza. Como não há dinheiro para a viagem, três prostitutas e um amigo usam a imaginação para realizar o sonho da dona do cortiço. "O espetáculo é a prova de que a magia do teatro pode ser criada sem efeitos tecnológicos", diz Nitis Jacon, diretora do Filo. Ainda na programação, dois espetáculos do grupo Teatro Meridional, integrado por atores da Itália, Portugal e Espanha. E o grupo mineiro de dança 1.º Ato promete um bom espetáculo - Beijo nos Olhos... na Alma... na Carne - inspirado no universo dramático de Nélson Rodrigues. Também é positiva a expectativa em torno da coreografia do inglês Gilles Jobin no espetáculo A +B - X que tem tudo para encerrar em grande estilo o festival.

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