Vendas de aparelhos de TV despencam

As vendas de televisores estão enfrentando uma recessão semelhante, ou até pior, à da época da ameça de apagão. É isso que aponta o balanço de vendas de produtos eletroeletrônicos referente ao primeiro trimestre deste ano, realizado pela Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).A retração do segmento em geral é de 14,27%, sendo que para os produtos de imagem e de som, principalmente aparelhos de TV - apontado como o carro-chefe de vendas - a situação é pior: as vendas no primeiro trimestre ficaram 20,7% abaixo das do mesmo período no ano passado. "Acho que a situação chega a ser pior que a da época do racionamento de energia (2001), em que as pessoas estavam desligando todos os eletrodomésticos e, é claro, não compravam mais nenhum", fala o presidente da Eletros, Paulo Saab."O mercado mais afetado acaba sendo o dos aparelhos de TV, que quando a situação econômica do País está boa, cresce muito, pois todo mundo quer ter um televisor novo ou comprar mais um. Quando está crítica, acaba ficando sem demanda, porque o consumidor tem outras prioridades."Saab diz que o número de televisores vendidos em 2002 foi um pouco superior ao de 2001, com um crescimento de cerca de 5%, chegando à casa dos 4,8 milhões de aparelhos vendidos. Ele atribui tal crescimento à transmissão da Copa do Mundo, evento que normalmente impulsiona as vendas. Para este ano, a previsão não é animadora. "Se o juros continuarem altos e os impostos para os fabricantes também, vamos fechar o ano em baixa." Mesmo com tamanha crise, o número de domicílios com TV na Grande São Paulo vem crescendo. Prova disso está na amostragem de audiência do Ibope: em 2000, 1 ponto de ibope (que significa 1% da audiência) correspondia a 43.440 domicílios na região. Em 2001, esse número saltou para 44.665, e em 2002, para 47.558. Até abril deste ano, cada ponto já significava 48.499 domicílios.

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