Nicole Bengiveno/The New York Times
Nicole Bengiveno/The New York Times

Vencedor do Nobel, Dario Fo acusa Vaticano de 'censura'

Segundo dramaturgo italiano, Santa Sé impediu encenação de peça de sua mulher

EFE

31 de outubro de 2013 | 22h23

O escritor italiano Dario Fo, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, acusou de censura o Vaticano após a peça Em Fuga do Senado, escrita por sua mulher, não conseguir autorização para ser encenada em um teatro da Santa Sé. Baseado em um livro de Franca Rame, morta em maio, o texto fala de sua experiência política como membro do parlamento.

"A Santa Sé não nos autoriza a levar adiante a representação do texto de Franca no Auditório da Conciliação. Declararam que não há palco para Dario Fo e Franca Rame", escreveu ele em carta enviada à imprensa italiana. "Como pode uma Igreja continuar com os obstrucionismos da Guerra Fria com os quais a Itália tem sofrido no último meio século, de novo com a censura e a proibição?"

Para Fo, a decisão significa "lançar uma sombra sobre a o esplendor e a alegria com os quais o Papa Francisco vinha nos presenteando".

Em resposta, o Vaticano disse que a gestão do Auditório da Conciliação não está ligada "nem direta nem indiretamente a sociedades que possuam ligação com o Vaticano".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.