Vem aí mais uma edição da Virada Cultural

Só vai morrer de tédio no fim de semana do dia 20 de maio quem quiser. Daqui a um mês ocorrerá a 2.ª edição da Virada Cultural, evento que vai oferecer uma programação cultural extensa e diversificada durante 24 horas seguidas em diversos cantos da capital paulista. ?O modelo foi trazido de metrópoles como Paris e Roma, que realizavam uma programação intensa mas apenas durante a madrugada. Eram chamadas de Noite Branca. Em São Paulo, decidimos promover atrações culturais também durante o dia, pois nem todo mundo é notívago?, explica o Secretário Municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil.Às 18 horas do sábado, dia 20, o violonista João Bosco e a banda Mantiqueira iniciam a Virada no Boulevard São João. Shows de música, projeções de filmes, dança, teatro e baladas vão ocupar espaços ao ar livre, como o chamado Boulevard das Artes, formado pelo Vale do Anhangabaú e a Praça da Sé, além dos Sescs, Teatro Municipal, Casa das Rosas, Pinacoteca, CCBB, museus da Língua Portuguesa, do Ipiranga, de Arte Sacra, da Casa Brasileira e o MIS.E não se preocupe com a volta para casa na madrugada. O metrô ficará disponível durante as 24 horas da Virada Cultural. A novidade fica por conta de pacotes especiais que operadoras de turismo vão disponibilizar para esse fim de semana. ?Estamos em busca da identidade paulistana e acredito que ela esteja na cultura?, diz o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho.Entre os destaques da programação, show de Luiz Melodia; os sambas de D. Inah, Fabiana Cozza, Ná Ozzetti e Ceumar; a rave agitada por diversos DJs, entre eles, Marky, a partir das 6 da manhã do domingo, na Rua XV de Novembro; Tom Zé e Adriana Calcanhotto. Artistas e locais que desejem integrar o evento ainda têm tempo. ?O orçamento já está fechado, mas aqueles que desejarem participar receberão apoio na divulgação?, diz Calil. Ontem a British Council e a Aliança Francesa confirmaram a sua adesão. Por isso mesmo é que o site ainda não possui todas as informações do evento.A 1.ª edição da Virada Cultural ocorreu em novembro e foi marcada pela chuva e pelo atraso de muitas atrações. ?O motivo, talvez, tenha sido pela nossa inexperiência?, justifica Calil. ?A programação é extensa e não temos o controle sobre ela. Queremos que as pessoas fiquem livres para aproveitar o que bem quiserem na Virada?, completa. Na edição passada, segundo Calil, não houve registro de nenhuma ocorrência policial.O investimento da Prefeitura é quase o mesmo do ano passado, de acordo com o secretário. ?Algo em torno de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões, com a neutralidade do investimento público, sem nenhum tipo de patrocínio.?

Agencia Estado,

19 de abril de 2006 | 16h25

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