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A caminhada dos judeus, desde os tempos bíblicos O autor, Raymond P. Scheindlin, além de rabino e estudioso do hebraico, é também historiador cultural. Seu livro, História Ilustrada do Povo Judeu (Ediouro, 400 páginas, R$ 39,00), conta, de forma concisa, a caminhada dos judeus desde os tempos bíblicos até a modernidade, passando por todos os marcos importantes e chegando aos problemas atuais. De onde vieram os judeus? Por que deixaram sua terra natal? Como mantiveram sua ´identidade através de séculos? Quais são os padrões gerais que determinaram o caráter de suas diversas comunidades? Não é uma história da religião judaica. Mas mostra também que, como todas as instituições humanas, como o próprio povo judeu, a religião judaica mudou através dos séculos, e a história dessa evolução merece ser "contada em seu próprio benefício". As lições de um autor poêmico. Para entender o mercado Para que os clientes comprem os produtos, é necessário inicialmente entender a demanda, e então criar a oferta. Enquanto a procura não for compreendida, criar a oferta poderá ser uma ação arriscada. Essa é uma das lições de A Nova Ordem do Mercado (Campus, 284 páginas, R$ 55,00), de Richard Kash, um dos mais polêmicos autores da atualidade, lançado pela Campus. Segundo ele, os líderes empresariais devem repensar suas ações para competirem com sucesso. A tradicional abordagem atrelada à oferta foi ultrapassada e o enfoque baseado na procura é, de acordo com Kash, imprescindível para o sucesso na economia atual. Hoje, à medida em que novos concorrentes a todo instante entram em quase todos os mercados, fazendo com que a oferta supere a procura, as empresas se vêem pressionadas pelos preços e precisam realinhar suas abordagens de mercado para refletirem as novas realidades da economia. Para o autor, se a economia já foi controlada pela oferta, agora é a vez da procura.E, para os líderes empresariais atuais que tiverem esta visão, há um leque de oportunidades. O livro traz uma estratégia específica que abrange seis etapas destinadas a implementar o enfoque da priorização da procura. O relato de uma peregrinação. Na África e no Oriente Um novo livro da jornalista Arcelina Helena Publio Dias ? o segundo. No primeiro, Sinais de Esperança (Editora Vozes), o tema era o continente americano. Agora, em Perdão, África, Perdão!, está o relato de sua peregrinação de 500 dias entre os excluídos de outros continentes. O que diz ela. A quase totalidade dos habitantes da África é pobre e sofrida. Os nativos do continente, ao contrário das Américas, ainda estão vivos e falam mais de 1.500 línguas.O livro (330 páginas, R$ 20,00) é da Editora Rede, do Mosteiro da Anunciação, de Goiás Velho, onde a autora reside, como beneditina consagrada, desde 1998. Arcelina foi jornalista, durante muitos anos, em São Paulo e em Brasília - tendo trabalhado em O Estado de S. Paulo, no Jornal do Brasil e no Jornal do DIAP. É também professora aposentada da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Ela passou 115 dias em favelas da África do Sul, onde conheceu uma nova realidade do povo que, unido, venceu o aparthaid; em Angola, um país que enfrentou guerras durante quase meio século; no Quênia, onde conviveu com a epidemia da AIDS, no dia-a-dia das crianças portadoras da doença. Também esteve no Senegal, entre famílias de muçulmanos de Tambacounda e Fatick, pequenas e pobres cidades de maioria islâmica. No Oriente, entre cristãos, islâmicos e judeus, peregrinou por uma realidade totalmente diferente da África.O óbvio pode ser um excelente negócio. Veja estas histórias Quadro 1. Entra em cena um personagem. Seu nome? Óbvio. Saído da imaginação da administradora de empresas e publicitária Luciene Branco, Óbvio ganhou um rosto no traço do artista gráfico Raghi. O Óbvio, de aparência indefinível, reside em todo lugar, freqüenta a mesma padaria e a mesma banca de jornais da rua, mas é um ilustre desconhecido no bairro. - Conhece o Óbvio? - Não? Quem é?Quadro 2. Outro morador do bairro é o empresário Bernardo Ramos.- Conhece o sr. Bernardo? - O emprasário? Ah, sim.Os dois personagens, um imaginário mas extraído da realidade empresarial brasileira, e o outro, o Óbvio, real, palpável, convivem e dialogam ao longo das 144 páginas de Mark-Óbvio, um manual de markenting, o á-bê-cê da profissão, dirigido especialmente a pequenos e microempresários. O Óbvio aparece diante de Bernardo Ramos de repente, spluft!, no silêncio de uma biblioteca. - Credo!, quem é você? ? assusta-se o empresário. - Eu? Eu sou o Óbvio. Moro aí na sua cabeça, mas como às vezes você não quer me enxergar, resolvi ficar bem na sua frente. Enxergar o Óbvio é sempre bom para procurar oportunidades Mark-Óbvio, da Summus Editorial (R$ 21,00), é, assim, uma aula de ditadismo, da primeira a última página. Um livro de texto leve, claro. Não apenas profissionais mas também o leigo ? o leigo interessado em conhecer os conceitos fundamentais do marketing ?, pode usufruir, e aprender muito, com a sua leitura.A autora, formada em administração pela Armando Álvares Penteado, a FAAP, e pós-graduada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, reúne em Mark-Óbvio sua experiência como consultora de empresas e sua vivência em agências de publicidade do porte da McCann-Erickson e da Logus.O clássico Canaã de Graça Aranha. Agora em nova edição Um livro centenário ? o romance Canaã, de Graça Aranha (Ediouro, 296 páginas, R$ 29,90), está de volta às livrarias. Canaã é chamado pela critica, desde que foi publicado pela primeira vez, em 1902, de ?um romance de idéias?. Na primeira parte, nos debates entre dois imigrantes alemães que trabalhavam na zona rural do Espírito Santo. São eles Milkau e Lentz. Enquanto o primeiro é idealista e otimista e acredita que contribui para construir um grande país (no caso, o Brasil), Lentz nega tudo e é carregado de preconceito e pessimismo. Ele vê na miscigenação (observada em terras brasileiras) um fator de enfraquecimento de raças e não crê que o país que o acolheu vá muito longe. Cem anos após sua publicação, Canaã, o clássico romance de Graça Aranha, mostra seu vigor renovado, mantendo aceso o interesse que desperta no leitor. Registro de uma época e do embate de idéias que ainda hoje repercutem em solo brasileiro. O livro impressiona também pela paixão com que o autor narra a tragédia da bela colona Maria, acusada de ter levado à morte o próprio filho recém-nascido.

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