Variações entre rock e erudito

Com maisde 1.300 lugares, a sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, ficou lotada na sexta-feira para o último dos quatro encontros do festival Voa Viola. O projeto deve ter continuidade nesse formato de concurso, que arrebanhou milhares de adeptos na rede social criada especialmente para a comunidade de violeiros e seus admiradores.

, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

Como as outras três cidades por onde os shows do Voa Viola passaram, Brasília teve a marca da multiplicidade sonora. O anfitrião Roberto Corrêa recebeu os participantes, falou da importância do projeto como agente de mapeamento das várias modalidades da viola existentes no Brasil, tocou viola sozinho e com Siba (rabeca), cantou, e contou "causos engraçados".

Cravo e acordeon. O paulista Duo Viola e Cravo (Ricardo Matsuda e Patrícia Gatti) abriu a sessão, tocando lindamente seus temas em que fundem o erudito e o popular, em "dois instrumentos antigos com linguagem contemporânea", como lembrou Corrêa. Entre o vanerão e a milonga, a combinação do gaúcho Duo de Viola e Acordeon (Valdir Verona e Rafael de Boni) chamou a atenção evidenciando o retorno da viola, que há tempos perdeu espaço para a sanfona na música dos pampas. A jovem mato-grossense Bruna Viola esbanjou vitalidade e arrebatou a plateia com sua performance.

Em trio, Ricardo Vignini foi outro que provocou grande impacto com sua abordagem roqueira da viola tocando Kashmir, do Led Zeppelin. Essa é uma das faixas do novo álbum do violeiro, Moda de Rock, em que reinterpreta Beatles, Nirvana e outros grupos de rock. No fim, Renato Teixeira emocionou o público com belas canções caipiras: Tocando em Frente (parceria dele com Almir Sater), Romaria (um de seus clássicos), Felicidade (Lupicínio Rodrigues) e a folclórica Cuitelinho, entre outras.

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