Vaclav Havel avalia legado político em seu último livro

O dramaturgo e ex-presidente da República Tcheca Vaclav Havel faz em seu último livro, intitulado Rápido, Por Favor, um balanço de seu legado político e de seu longo Governo, no qual reconhece muitos erros.Vaclav Havel, que nasceu em Praga em 1936, exerceu uma das presidências mais longas entre os países pós-comunistas da Europa Central e Oriental. Ele assumiu o poder em dezembro de 1989 e terminou seu mandato em fevereiro de 2003.O ex-dissidente recorda, em parceria com o jornalista Karel Hvizdala, sua relação com Vaclav Klaus (chefe de Estado tcheco e eterno rival). "Na sua política sempre apareceram rasgos de egocentrismo", "não suporta a idéia de se prender a ninguém" e "abomina a perda do poder do Estado" são algumas das suas análises.Entre os seus próprios erros, Havel lamenta não ter se envolvido mais em questões econômicas, durante o processo de transformação do país, que saía de um regime totalitário comunista de 40 anos."Deveria ter me apoiado muito mais no bom senso e menos no que os analistas diziam", disse Havel, ao comentar a privatização das empresas estatais.O escritor aborda a divisão do país em República Tcheca e Eslováquia, que representou "uma perda do sentido da religiosidade" para os tchecos, contra uma Eslováquia majoritariamente cristã.

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