Uma temporada em cinco tempos

Depois das semanas de Milão, Paris, Nova York e Londres, o que marcou a estação outono-inverno

Booth Moore, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2011 | 00h00

Identificar elementos comuns em meio a dúzias de coleções de estilistas não é tarefa das mais fáceis. Mas, depois de pouco mais de um mês de semanas de moda em Paris, Milão, Londres e Nova York, já é possível definir cinco tendências da temporada outono-inverno 2011.

Pele. Já há um bom tempo, peles têm sido um elemento frequente nas passarelas. E isso leva a um desafio: inovar no uso que se faz delas, renovando a atenção. Este ano, os estilistas apostam em peles também nos detalhes e acessórios - em armações de óculos (Wang), colares (Fendi), bolsas (Michael Kors) e mesmo em carrinhos de compras (Jean Paul Gaultier).

Anos 60. Prada, Yves Saint Laurent e Alberta Ferretti deram sugestões sutis de retorno. Já a coleção da Burberry Prosrum foi toda inspirada na modelo da época, Jean Shrimpton. Outros estilistas (para a Jill Sander, Thakoon e Junya Watanabe) tentaram traduzir a alta-costura dos anos 60 em uma linguagem moderna.

Capas. A grande novidade da temporada é a aposta em capas e ponchos, como na Lanvin. Havia um dos dois em praticamente todas as coleções, com opções para todo tipo de temperamento, desde esportivo (Rag&Bone) a sensual (Alexander Wang).

Laços. As mulheres modernas e independentes da Rodarte parecem não viver sem eles, assim como as artistas da Bottega Veneta e as rainhas fetichistas da Louis Vuitton. Laços tornaram tudo mais bonito, inclusive a expressão das modelos no desfile de Jason Wu.

Grunge. Esqueça o cabelo ensebado dos dias de Kurt e Courtney. O grunge é agora glamouroso, nas passarelas de Chanel, Altuzarra, Haider Ackermann, Balenciaga e Alexander Wang, com silhuetas esguias e longas camadas de tecido.

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