Uma parceria que promete não ter fim

A parceria entre dramaturgo e diretor não se esgota em Crônica da Casa Assassinada. Para maio de 2012, Gabriel Villela já encomendou a Dib Carneiro Neto uma adaptação de Macbeth. "Não deve haver muitas modificações no texto. Devo partir da tradução do Manuel Bandeira e condensar um pouco", comenta o autor. Para a montagem, a intenção do encenador é criar um espetáculo só com homens. "Já fiz muitas peças só com elenco feminino. Agora, me deu uma vontade de fazer algo só com homens", diz Villela. "Até para seguir por um caminho arqueológico, nos moldes do teatro elisabetano."

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2011 | 00h00

Enquanto essa Lady Macbeth masculina não vem à tona, o diretor prepara outras estreias. Em novembro, deve apresentar Hécuba, sua primeira incursão pelo universo da tragédia grega. Para o ano que vem, pode-se esperar também o seu retorno ao grupo Galpão. O reencontro deve marcar o aniversário de 30 anos da companhia mineira e culminar em um novo espetáculo. "Ainda estou entre três textos: Os Gigantes da Montanha, do Pirandello; o Hamlet ou A Vida É Sonho."

A legião de saudosos da mítica montagem de Romeu e Julieta também pode comemorar. O espetáculo de 1992 deve voltar ao cartaz. Primeiro, vai ao Shakespeare"s Globe Theatre, onde integrará a programação cultural da Olimpíada de Londres. A seguir, se apresenta em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Antes de revelar o resultado de sua adaptação de Macbeth, Dib Carneiro Neto também poderá ser visto em um novo espetáculo. Baseado no livro Depois Daquela Viagem, de Valéria Polizzi, a peça conta a história de uma menina de 16 anos que se descobre portadora do vírus HIV. A direção é de Abigail Wimmer.

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