Uma palma de sonho para ''Joe'' Apichatpong

Para o Cahiers du Cinéma, a vitória de Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas em Cannes, em maio, representou uma Palma de Ouro de sonho. O novo longa do tailandês Apichatpong Weerasethakul já chegou cult à Mostra. Foi dos primeiros filmes a terem seus ingressos esgotados. No Festival do Rio foi a mesma coisa.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

Apichatpong - "Joe", como é chamado - tem uma instalação na Bienal de São Paulo. De 10 a 15 de novembro, ele estará na Argentina, homenageado num festival de cinema indie. Como Mal dos Trópicos, que interrompia a história dos amigos para filmar o caçador atrás do seu tigre, Tio Boonmee também interrompe a história do homem que passa seus últimos dias na floresta, cercado pelas pessoas que ama, para mostrar a sedução da princesa pelo peixe que faz sexo com ela.

O que a Mostra está permitindo reavaliar é que a escolha de Tim Burton e seu júri de um certo tipo de cinema de autor foi feita em detrimento de outro, melhor - basta (re)ver Poetry, Minha Felicidade e Um Homem Que Grita (do chadiano Mahmat Saleh Haroun), também presentes na programação.

TIO BOONMEE, QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS

Unibanco Arteplex 1 - Hoje, 17h50

Reserva Cultural 1 - Amanhã, 19h20

Unibanco Arteplex 2 - Terça, 21h

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