Uma mulher e seu sonho em Albert Nobbs

Você poderia pensar que o papel da vida de Glenn Close era a pérfida Merteuil de Ligações Perigosas, que Stephen Frears adaptou do romance epistolar de Choderlos de Laclos, com roteiro assinado pelo dramaturgo (e cineasta) Christopher Hampton. Ou então a ensandecida Alex de Atração Fatal, de Adrian Lyne, que transforma a vida do homem casado Michael Douglas num inferno. Por ambos, vale lembrar, Glenn foi indicada para o Oscar, esculpindo uma persona de malvada, na grande tradição de Bette Davis. Mas eis que a própria atriz garante agora que seu papel sonhado é o de Albert Nobbs, no filme de mesmo nome, que estreia hoje.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2012 | 09h08

Uma estreia pequena, com apenas cinco cópias, no Rio e em São Paulo. A Paris, que está colocando A Mulher de Preto num circuito massivo (200 salas), quer fazer de Nobbs em filme de prestígio, um cult. Nobbs, ou um homem e seu segredo, uma mulher e seu sonho. É mais um lançamento de olho no Oscar, aproveitando a proximidade, no domingo, da festa com que a Academia de Hollywood vai premiar os melhores do cinema em 2011.

Glenn é uma das cinco indicadas para concorrer à estatueta de melhor atriz. Por melhor que seja, não tem muita chance na disputa polarizada entre Meryl Streep e Viola Davis, a primeira por sua criação como Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, e a segunda, favorita nas pesquisas como a doméstica que rompe o véu do silêncio para revelar a teia de violências a que estavam sujeitas, no racista Sul dos EUA, as mulheres negras, em Histórias Cruzadas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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