Divulgação
Divulgação

Uma joia de Elis na discoteca Estadão

Em 1975, no ápice da forma artística e popularidade, Elis Regina levou, por 14 meses consecutivos, uma média de 1.500 pessoas ao Teatro Bandeirantes, em São Paulo. Os fãs compareciam para assistir a Falso Brilhante, o espetáculo que Elis concebera com César Camargo Mariano depois de uma impecável sequência de discos que culminara com Elis & Tom, no ano anterior.

Roberto Nascimento, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2011 | 00h00

Com inúmeros participantes e trocas de figurino, foi um marco no amadurecimento do show business brasileiro. O registro em disco, no entanto, foi feito no estúdio, onde as canções mais recentes viraram o disco Falso Brilhante, que chega às bancas no domingo que vem em relançamento da Discoteca Estadão.

O disco abre com a bela Como Nossos Pais, em que Elis exprime todo o desejo de liberdade de sua geração em uma letra que alerta uma juventude traumatizada por 10 anos de ditadura sobre os perigos de repetir os erros de seus pais. A canção lançou o cantor e compositor cearense Belchior, que assina também a faixa seguinte, Velha Roupa Colorida.

Protestos velados ecoam pelo resto do trabalho, como em Los Hermanos, conhecida na voz de Mercedes Sosa, e que clama, em espanhol, por maior união entre os povos oprimidos da América Latina. Seguindo a tradição de seus discos com César Camargo Mariano, Falso Brilhante traz canções da dupla Aldir Blanc / João Bosco, que estava em ebulição criativa na época. Entre essas, a ótima Jardins de Infância, dura crítica às torturas militares. O disco encerra com um dos melhores momentos do show, um dueto intimista em que César e Elis em Tatuagem, de Chico Buarque.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.