Uma coleção de gravuras

A partir de sábado, o Masp apresenta a mostra Papéis Brasileiros - A Arte da Gravura, formada por uma seleção de 12 obras gráficas do acervo do museu. A exposição traz a público criações diversificadas, de artistas como Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral, Samico, Evandro Carlos Jardim, Lasar Segall, Marcello Grassmann, Livio Abramo, Cildo Meireles, Nelson Leirner e Hudinilson Jr. (representado por suas experimentações com o xerox). "A gravura serviu, na história, a fins diversos. Foi modo prático e barato de representar uma paisagem, uma pintura famosa, uma catedral conhecida, mas que poucos podiam ver quando ainda não havia a imprensa e a fotografia; ou lugar de ensaio para uma obra maior; ou expressão de uma grande arte em si mesma", define Teixeira Coelho, curador do Masp e que assina a curadoria da exposição com o professor Denis Molino.

CAMILA MOLINA, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2011 | 00h00

Papéis Brasileiros segue uma linha que vai da estrita figuração, passando pela abstração e chegando ao que se define como um "retorno da figura". Esse último momento, afirma Teixeira Coelho, se refere a uma vontade dos artistas de "fazer um comentário sobre a figura muitas vezes vista em outro meio e não na realidade". "As obras deste terceiro movimento navegam entre o pop e o conceitual, assim como as do segundo circulam pelo abstrato informal e geométrico e as do primeiro, pelas diversas correntes estilísticas da modernidade ampliada (simbolismo, expressionismo, surrealismo e suas nuances)".

O Masp, que nos dias 7, 8 e 9 estará fechado por conta do carnaval, ainda exibe a mostra Obsessões da Forma, com 50 esculturas de sua coleção. A curadoria, também assinada por Teixeira e Molino, selecionou peças de Renoir, Degas (representado por sua clássica Bailarina de 14 anos), Brecheret, Felícia Leirner, Calder, Rodin, Ernesto de Fiori e Emanoel Araújo, entre outros.

REVERÊNCIA A MOACIR

Divulgando o belíssimo disco Homenagem ao Maestro Moacir Santos, lançado ano passado, o grupo Projeto Coisa Fina retorna ao Studio SP para apresentar temas do compositor pernambucano, como Mãe Iracema, Bluishmen e Maracatucutê, além de composições próprias e de outros autores, como J.T. Meirelles, de quem eles interpretam Quintessência. No disco, os músicos (integrantes do coletivo Movimento Elefantes) já tinham conseguido enriquecer as pérolas de Moacir. No show, são ainda mais quentes. / LUCAS NOBILE

DA SÉRIE MATINAIS

O maestro Jamil Maluf rege hoje a Orquestra Experimental de Repertório em apresentação com o Coral Lírico, com o barítono Leonardo Pace e a soprano Gabriella Pace. O programa inclui obras de Vincenzo Bellini e Antonin Dvorák.

SAMBA DE FELIX

Ou tem pick ups no pé ou é ruim da cabeça. O DJ e produtor americano Felix da Housecat toca no clube Disco nesta quarta. Felix (cujo codinome vem do clássico personagem de animação Gato Félix) tem no currículo remixes feitos sob encomenda para artistas famosos, como Madonna, Kyle Minogue, P. Diddy e Miss Kittin. Divide a noite com a escola de samba Rosas de Ouro no pré-carnaval do clube. Eletrônica com telecoteco. / JOTABÊ MEDEIROS

RELICÁRIO DE OBRAS

Depois de exibida no Rio, a mostra Relicário, de Vik Muniz, chega a São Paulo reunindo 30 obras do artista, algumas, antigas, de sua primeira exposição, de 1988, e trabalhos recentes, como The History of Accidental Iconography (foto), de 2010.

UM MUSICAL POLÍTICO

Marcelo Lazzarato dirige a Cia. de Teatro Acidental em Mahagonny, musical inspirado na obra de Bertolt Brecht. Na peça, inspirada no texto original de 1930, três fugitivos resolvem fundar uma nova cidade. / MARIA EUGÊNIA DE MENEZES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.