Uma casa muito engraçada

Missis Hanna é uma artista irlandesa que macheta. Uma senhora desbussolada por joias, que veste vintage, muito de Ossie Clarck e sapatos... complicados. Ela é excêntrica. Acredita em duendes - o que é bem irlandês -, coleciona brinquedos de sexo e antiques porque teve uma banca na feira de Notting Hill. Diz Pérola, a melhor amiga, que Hanna está com sintomas de Alzheimer. Será? Talvez porque deu para abrir a casa para festas. Mas fato é que continua machetando com a precisão dos 20 anos, quando se mudou para Londres e conheceu um brasileiro que fazia bico de pedreiro. Ele voltou para o Brasil e Hanna caiu em depressão. Mudou-se para o País e desde os anos 70 vive no Largo da Batata. Passe pelo largo em direção a Pinheiros e, na primeira curva, você vai ver, numa esquina, uma casinha cor-de-rosa, original nos anos 30. Casa 92.

Chris Mello, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

Tudo isso é criação do estilista Fernando Sommer. Ele inventou em um dia a personagem como se fosse um "painel de referência" para montar com Fernando Autran e Cassio Simões um homeclube. Ou... clube com cara de uma casa real, organizada colaborativamente pelo paisagista Marcelo Faisal, a video-expert Bia Guedes, a arquiteta Sofia Kozma, a chef Danielle Dahoui, os designers Rafael Renzo, Pier Balestrieri e Nido Campolongo, o Coletivo Amor de Madre e Galeria Mezanino. E a artista Mahê Machado, do clã do Terça Insana, que acabou entrando no jogo para materializar Missis Hanna porque o universo em torno da personagem ficou tão real, que era claro fazê-la ser hostess do projeto.

A entrada do homeclube, há uma bilheteria-chapelaria com cortina de pérolas que caem do teto. Sim, bilheteria porque absolutamente todos pagam. Mais um passo, a biblioteca e mesa do DJ, com porta-retratos.

A cozinha que é uma versão mini do restaurante Ruella, de Danielle Dahoui. A chef fez o menu e repassou o Ruelinha como presente para seu sous-chef Henrique. Restô de tapas de... batata - uma homenagem ao largo.

À entrada da pista externa, há projeções absurdas da diretora Bia Guedes, que doou o acervo de vídeos de sua produtora Selva Filmes. Costurando os ambientes, 8 bares e banheiros pensados por Nido Campolongo, designer cujo discurso eco-friendly o fez pioneiro dos reciclados nos anos 80.

Um boulevard, recuperado por Marcelo Faisal, leva a Galeria Mezanino e a pista prateada de Pier Balestrieri. A Casa 92 abre hoje.

Os DJs Renato Lopez e Thaty na sala de estar: som fácil e suficientemente baixo para uma boa conversa

Mahê Machado, do clã Terça Insana, caracterizada como Missis Hanna, que na última terça de cada mês será substituída por Pérola, a melhor amiga da personagem sommeriana e que será uma atriz convidada. A esquerda, à entrada da Casa 92, o paisagista Marcelo Faissal no jardim original reconstituído

Desde outubro sob o guarda-chuva do Grupo Publicis da Microsoft, a pioneira em branding digital Razorfish vai oficializar sua chegada ao Brasil. Fernando Tassinari é o head da agência.

A juventude cabalista segue Yehuda Berg, filho de Michael e Karen Berg, do Kaballah Centre, Yehuda vem ao País para falar no Centro de São Paulo. Dia 8. E vai contar sobre Kaballah University, programa desenhado nos últimos 18 meses para ensinar online.

"Mercado brasileiro é complicado. Não há cultura de beber vinho no País, mas me animo", aposta Julian Seydoux, no Brasil para ExpoVinis. Julian preferiu fazer vinhos orgânicos no Château des Estanilles, em Faugeres, sul da França, a ficar em Paris para tocar o Canal+, da família Seydoux. O vinho? seco, com mais frutas que Bordeaux e mais corpo que Bourgogne. E mais equilíbrio que os argentinos. O Instituto Fernando Henrique cresce. FHC comprou mais um andar no prédio. Para fazer um centro cultural. E abrirá com uma expo sobre o Plano Real.

Gravadoras, em baixa. A tendência é a fusão de produtoras de festivais de música de vanguarda e DJs. Da união da Clunk - da Nokia Trends e gigs de Booka Shade e Antony Rother - com a Trade Sound -raves XXXPerience e Portal Essencial -, está sendo formado o Blend Group.

Da SP-Arte, Luisa Strina, grande dama da arte no Brasil, levaria arte de quem? Andre Komatsu, Marcelo Cidade, Nicolas Robbio e Nino Cais.

Debora Muller veste o sino-americano Alexander Wang, Ana Claudia Michels look da francesa Isabel Marant e Fabiane Nunes, look Celine por Phoebe Philo. No primeiro desfile de importados da NK

After-SP-Arte

Em seu pátio, a Galeria Mendes-Wood faz dia 1º festão ao ar livre. E mostra trabalhos inéditos de Sandro Ackel e performance de Flavio Uno.

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