Um Wilder adiante de sua época

Vovó... Zona 2

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h11

15H55 NA GLOBO

(Big Momma's House 2). EUA, 2006. Direção de John Whitesell, com Martin Lawrence, Elton Leblanc, Emily Procter, Zachary Levin, Moses, Nia Long.

No segundo filme da série, o tira Martin Lawrence volta ao disfarce de vovó... zona, agora para tentar prender designer que está desenvolvendo um novo modelo de vírus de computador. Com Lawrence, sempre se pode rir um pouco, mas o humor deste filme é ainda mais grosseiro (e gratuito) que o do 1, e vem embalado em sentimentalismo. Reprise, colorido, 100 min.

O Emprego

23H30 NA CULTURA

(La Gueule de l'Emploi). França, 2011. Direção de Didier Cross.

Documentário que acompanha a rotina de dez candidatos a um emprego, na França. Currículos, entrevistas, o diretor Didier Cross usa o clima de feroz disputa para discutir o papel dos RHs e a questão gerencial nas economias de mercado que dão o tom de competição no mundo global. Existem outros filmes em chave de ficção que também tratam do assunto - A Questão Humana, de Nicolas Klotz; O Grande Chefe, de Lars Von Trier; e o próprio Headhunters, de Morten Tildum, em, cartaz nos cinemas (para o caso de alguém querer conferir). Reprise, colorido, 95 min.

Negros

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Mônica

Simões.

Documentário que discute a construção da imagem do negro na Bahia por meio de filmes e vídeos de arquivos públicos e privados. Ao contrário da historiografia oficial, a diretora Mônica Simões se interessa pelas práticas do cotidiano e usa suportes e trilhas que ampliam seu discurso, abordando linguagens e a pesquisa sobre ritmos de raiz. Interessante, no mínimo. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Dona Xêpa

13 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 1959. Direção de Darcy

Evangelista, com Alda Garrido, Odete Lara, Colé Santana, Herval Rossano, Zezé Macedo.

Figura mítica do teatro brasileiro, Alda Garrido teve poucas interpretações que ficaram para a história, imortalizadas pelo cinema. Esta é uma delas, e a mais famosa. Feirante faz de tudo para garantir os estudos do filho e para que ele possa finalizar suas pesquisas. Alda representou a peça de Pedro Bloch mais de 500 vezes no palco. E o filme tem a jovem Odete Lara, mais cheia de curvas que a estrada de Santos. Reprise, preto e branco, 87 min.

O Ladrão de Bagdá

15H35 NO TCM

(The Thief of Baghdad). Inglaterra, 1940. Direção de Ludwig Berger, Tim Wheelan e Michael Powell, com Sabu, John Justin, June Duprez, Conrad Veidt, Rex Ingram.

Houve um Ladrão de Bagdá no cinema silencioso (de Raoul Walsh, com Douglas Fairbanks) e outro de Arthur Lubin com Steve Reeves, nos anos 1950. Mas a versão definitiva é esta - o ladrão do título, personagem das 1001 Noites, se envolve com gênio que lhe promete a realização de três desejos. Michael Powell, desta vez sem a parceria com Emeric Pressburger, é um dos ídolos de Martin Scorsese, por suas invenções visuais. Os efeitos avançados para a época, a fotografia de Georges Périnal - ambas vencedoras do Oscar - e a trilha de Miklos Rosza compõem um espetáculo inesquecível. Mas o filme não seria a mesma coisa sem a interpretação de Rex Ingram como o gênio da lâmpada. Rex quem? Além de ator, ele foi diretor. E, com David W. Griffith e Thomas Ince, foi simplesmente um dos fundadores do cinema norte-americano. Reprise, colorido, 106 min.

Adorável Pecadora

17H40 NO TELECINE CULT

(Let's Make Love). EUA, 1960. Direção de George Cukor, com Marilyn Monroe, Yves Montand, Tony Randall,

Wilfrid Hyde-White.

Yves Montand faz milionário que se apaixona por corista de show em sua homenagem. Para impressionar a sexy Marilyn, ele aprende a cantar com Bing Crosby, a dançar com Gene Kelly e a contar piadas com Milton Berle. Ela, enquanto isso, descarrega a tensão tricotando nos bastidores do teatro. O diretor Cukor aproveita para refletir sobre o matriarcado na sociedade norte-americana. E ainda cria um número antológico - Marilyn cantando e dançando My Heart Belongs to Daddy. Montand e ela tiveram um affair durante a filmagem. Reprise, colorido, 118 min.

Cupido não Tem Bandeira

19H55 NO TELECINE CULT

(One, Two, Three). EUA, 1961. Direção de Billy Wilder, com James Cagney, Arlene Francis, Horst Buchholz,

Pamela Tiffin, Lillo Pulver, Leon Askin, Red Buttons.

Executivo da Coca-Cola vai à Alemanha do Leste para instalar fábrica de refrigerantes, durante o comunismo. O big boss da empresa resolve visitar o local, e sua filha se envolve com radical 'vermelho'. O contexto político da época - naquele mesmo ano foi construído o Muro de Berlim - certamente deve ter contribuído para que esta comédia do grande Wilder fosse sempre apontada como um trabalho menor, quando não um equívoco, do diretor. Na verdade, estava adiante de sua época (e hoje, revalorizada, provoca boas gargalhadas). Só o fato de trazer James Cagney, o mais notório intérprete de gângsteres do cinema, como o capitalista, já queria dizer alguma coisa. Reprise, preto e branco, 108 min.

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