"Um Só Coração" vai às origens da expansão de SP

Estréia hoje a minissérie Um Só Coração, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. A esperada atração é, na televisão, a maior homenagem aos 450 anos de São Paulo. A série tem direção geral de Carlos Araújo, que trabalhou em Esperança, folhetim também de época da Globo. Um Só Coração retrata a expansão de São Paulo - com seus trabalhadores migrantes e imigrantes -, destaca os fatos mais marcantes da história da cidade e a influência do quadro político da época na rotina paulistana, além de contar como a cidade se tornou o centro cultural do Brasil.Para conseguir unir tantos temas diferentes, os autores decidiram usar, é claro, um drama de amor. No centro da trama está Yolanda Penteado, personagem real, que na minissérie será vivida por Ana Paula Arósio. Ao seu lado, três homens, todos com histórias e idéias diferentes. Um é Martim (Érik Marmo), um jovem simpatizante do anarquismo. Outro é Fernão (Herson Capri), seu primo conservador e primeiro marido. O terceiro, Ciccillo Matarazzo (Edson Celulari), um amante das artes - com ele, Yolanda fundou a Bienal.Como diz Alcides Nogueira, o limite entre ficção e realidade é uma linha tênue. "Tomamos cuidado para preservar essa história, mas sempre aproveitando as brechas para colocarmos elementos de folhetim", afirma. Na verdade, os acontecimentos como a Semana de Arte de 22, a crise de 29, a Revolução de 32, entre outros, serão utilizados como pano de fundo para a trama. Maria Adelaide Amaral escolheu Yolanda Penteado para protagonizar a minissérie porque ela tinha vários ingredientes de folhetim. "Ela era a princesinha do café. Quando perdeu seu dinheiro, virou uma espécie de Scarlet O´Hara", fala a autora em referência à personagem principal do filme clássico E O Vento Levou...Com orçamento de R$ 200 mil por capítulo, a equipe se desdobrou para dar realismo às cenas. A reprodução do centro de São Paulo, por exemplo, foi feita em Santos. O Teatro Municipal de São Paulo dispensou "dublê". A equipe de Um Só Coração gravou lá as cenas da Semana de Arte. Com tanta pompa, a expectativa é de que a atração alcance mais de 30 pontos de média de audiência - índice atingido pela antecessora A Casa das Sete Mulheres.

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2004 | 09h37

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