Um recorde de audiência

Novo Two and a Half Men é visto nos EUA por 27 milhões de pessoas

ETIENNE JACINTHO, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h09

A estreia da nona temporada de Two and a Half Men nos Estados Unidos anteontem teve recorde de audiência. Sem Charlie Harper - personagem cujo primeiro nome não é a única coincidência com seu intérprete Charlie Sheen -, a série teve 27,7 milhões de espectadores, segundo o instituto de pesquisa Nielsen. O episódio em questão, intitulado Nice to Meet You, Walden Schmidt, apresentou ao público o novo protagonista, o ator Ashton Kutcher. Este número deve diminuir quando a polêmica que envolveu a saída de Charlie Sheen cessar. O ator, que se envolveu em confusões por embriaguez e foi parar na reabilitação, xingou o criador da atração, Chuck Lorre, e foi demitido. E, quando muitos davam a série como extinta, os produtores anunciaram o nome de Kutcher, criando um auê. Afinal, qual seria o fim de Charlie Harper?

O episódio de estreia respondeu logo à esta questão. Começou com Alan Harper (Jon Cryer) no velório do irmão, feito com caixão lacrado. Logo, a então noiva de Charlie, Rose (Melanie Lynskey), explica que, após dormir com outra mulher em Paris, Charlie caiu na plataforma do metrô e explodiu feito um bolo de carne.

Despedida feita, Ashton Kutcher é apresentado como o bilionário Walden Schmidt, que tenta o suicídio por amor, mas vai parar na varanda da casa de Charlie, em Malibu, de onde é resgatado por Alan. No início, o público vê um personagem romântico, ingênuo, diferente de Charlie. No fim, porém, Walden descobre que pode ser bom levar a vida como o falecido.

Pela primeira vez, o público feminino, em vez de ser o alvo das piadas, foi o maior contemplado da noite. Mal entra em cena, Kutcher tira a camisa - revelando um torso de atleta -, arranca as calças e a cueca.

Two and a Half Men sempre foi uma série masculina, daquelas em que um casal assiste junto, mas o homem sempre ri mais - ou segura o riso nas piadas mais machistas. Apesar das piadas pesadas, a série nunca deixou de ser divertida, bem escrita e interpretada. Jon Cryer não é um mero coadjuvante. Holland Taylor, a sra. Harper, e Conchata Ferrell, a Berta, também não. E, se Charlie Sheen era perfeito no papel dele mesmo, Kutcher deve cumprir bem a função procurando ser o que ele é nas comédias românticas, mas com um "quê" de canalhice. Resta saber se o público masculino vai comprar a ideia ou se Two and a Half Men vai virar série de mulherzinha.

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