Um poeta em todas as circunstâncias

Poeta e ensaísta, Octavio Paz nasceu na Cidade do México em 1914 e aos 23 anos já dava sinais do caminho que seguiria com sua obra - ele participou, em Valência, do 2.º Congresso Internacional de Escritores Antifascistas.

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2012 | 03h09

Sua produção intelectual é reunida em cerca de 30 livros, alguns dos quais editados no Brasil nas últimas décadas. Hoje, apenas seis estão disponíveis no País: Conjunções e Disjunções, Marcel Duchamp ou O Castelo da Pureza, Signos em Rotação e Claude Lévi-Strauss ou O Novo Festim de Esopo, todos pela Perspectiva; O Labirinto da Solidão e Post Scriptum (Paz e Terra) e Pedra do Sol (Annablume). Em sua bibliografia, estão ainda duas importantes revistas criadas por ele.

A Plural circulou de 1971 e 1976 e foi fundamental para a evolução do pensamento intelectual da América Latina. Acabou fechada pelo governo, mas renasceu, no mesmo ano, em nova revista: a Vuelta, que teve uma sucursal em Buenos Aires.

Seu ingresso no corpo diplomático mexicano o levou a países como Estados Unidos, França e Japão, entre outros, onde conviveu com artistas e intelectuais como André Breton. Um de seus grandes incentivadores foi o escritor e diplomata Alfonso Reyes - ele serviu no Rio de Janeiro e teria influenciado, também, o argentino Jorge Luis Borges.

Por sua vasta produção, foi premiado diversas vezes, e com os mais importantes prêmios internacionais. O Nobel de Literatura, o Cervantes e o Jerusalém são apenas alguns deles. Foi ainda doutor honoris causa da Universidade de Harvard.

Morreu em 1998, no México, em decorrência de um câncer.

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