Um novo começo

Filme recria personagem Jack Ryan à luz do 11 de Setembro

LUIZ CARLOS MERTENLOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2014 | 02h08

Criado prelo escritor Tom Clancy para ser o herói da espionagem do pós-Guerra Fria, Jack Ryan viveu quatro vezes na tela, na interpretação de Alec Baldwin (Caçada ao Outubro Vermelho), Harrison Ford (Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato) e Ben Affleck (A Soma de Todos os Medos). Uma quinta aventura está a caminhos dos cinemas brasileiros, e aterrissa aqui em fevereiro. A novidade é que Jack Ryan - Operação Sombra dá marcha à ré no tempo e pega o herói - e Chris Pine faz o papel - no momento em que está sendo cooptado pela CIA, sua primeira missão, em Moscou. O novo Jack Ryan decola com ele ainda jovem, vendo na TV a imagem do ataque às Torres Gêmeas.

Setembro, 11, 2001. Num encontro em Los Angeles, o ator e diretor Kenneth Branagh - ele faz o vilão, Viktor - disse que a liberdade explica-se porque a data é emblemática. "O 11 de Setembro remodelou a geopolítica internacional e criou novos conceitos de patriotismo que me interessava abordar." Como o filme se baseia no personagem, não em algum livro, Branagh teve toda liberdade de criação. Ele se tornou conhecido como shakespeariano profissional. Sua estreia no longa foi com Henrique IV. Como é dirigir cenas de ação? É verdade que Branagh colheu grande sucesso de público com o primeiro Thor.

Ele não foge da pauta. "Mas Henrique IV já culminava na batalha de Agincourt e na resistência do rei. A ação em Shakespeare não vem só da dinâmica da palavra e dos diálogos. Muitas peças dele, senão todas, incluem duelos. Só para você ver: em Henrique IV e, agora, Operação Sombra, trabalhei com o mesmo diretor de segunda unidade, Vic Armstrong. E comentávamos, entre nós, o que evoluiu na arte do combate na tela. Os filmes da série Bourne criaram um tipo de pancadaria tensa e realista, em espaços exíguos. Nós temos briga no banheiro, que foi muito coreografada e exigiu quase uma semana para ser rodada."

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