Um grande cantor brasileiro no terreno do blues

SOUL/BLUES

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

RICARDO WERTHER

THE TURNING POINT

DELIRA BLUES

Preço: R$ 24,90

Elogios rasgados como os de André Christovam sobre Ricardo Werther, à primeira vista, parecem exagero: "Ele é o melhor cantor do País. Ponto final", escreveu o músico, para o encarte de The Turning Point, primeiro álbum-solo do vocalista do Big Allanbick. Mas aí você vai ouvir o CD e começa a dar razão a ele. Werther tem um vozeirão soul/blues, que parece um bluesman negão americano. Melhor: ao contrário de 99% dos brasileiros que se metem a cantar em inglês, ele pronuncia cada sílaba corretamente. O mais desafiador é o standard My Funny Valentine (Rodgers & Hart), tanto por ser um balada, como por ter sido gravada centenas de vezes. Werther deixa sua marca moderna e profunda nela. A minuciosa pesquisa de repertório raro, aliás, é um dos méritos do intérprete, que buscou a dolente Down by the River (Neil Young) e o clássico Folsom Prison Blues (Johnny Cash). Acompanhado de uma banda afiadíssima, ele tem Flávio Guimarães (harmônica) e Lucinha Turnball (backing vocal) como convidados e viaja com desenvoltura entre soul, blues, rhythm"n"blues e jazz.

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