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Um festival de batidas com Killer on the Dancefloor

Duo da música eletrônica estreia com disco 'Criminal'; artistas tocarão no Lollapalooza

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo,

12 de março de 2012 | 11h23

 

Música eletrônica para as multidões parece coisa dos anos 1990? Em termos. Para os paulistanos do Killer on the Dancefloor, ou KOTD, os grandes públicos parece que estão caindo do céu.

No ano passado, foram escalados para tocar no Rock in Rio num horário geralmente ingrato para o pessoal da eletrônica, no começo da noite. Mas era a noite do Metallica, e até começar o metal eles acabaram entretendo 10 mil pessoas - enquanto figurões como Steve Aoki e Boyz Noise, concorrendo com os anfitriões, pegaram a pista deserta. Depois, em Assunção, no Paraguai, foram abrir o show do francês David Ghetta, Midas entre os DJs. Quando os holofotes iluminaram a pista, tinham 20 mil pessoas à sua frente.

O mais curioso é que só agora chega às lojas Criminal (3Plus Music), o disco de estreia do Killer on the Dancefloor, que já está escalado também para a primeira edição do Lollapalooza, no dia 8 de abril, no Jockey Club de São Paulo. "A gente ama festivais. Já tá na veia", diz Philip Alves, que compõe, com Flavio Romão, o Fatu, o KOTD. No Rock in Rio 2011 eles eram três - havia também Ali Disco B, que saiu do coletivo para se dedicar somente à publicidade (as duas coisas o estavam consumindo), mas também deixou sua marca na produção.

"O Ali sempre foi fundamental produzindo, tem grandes ideias de estúdio. Mas ultimamente, com o trabalho na publicidade, ele não tinha mais tempo para a vida pessoal. Teve de sair", explica Philip, que começou sua carreira de DJ no olho do furacão dos anos 1990. "Já ouvi de tudo, a eletrônica já foi para tudo quanto é lado."

 

 

Criminal tem um som de baixo destruidor e é cheio de participações especiais, como Ale (ex-Copacabana Club), Holger, Bonde do Rolê, Thiago Petit, Turbo Trio, Marco Hanna, Antonio Eudi, Dada Attack, Fabrizio Martinelli, Edu Foo e Cabal. "A gente vai chamando e fazendo. Tem várias músicas que não são feitas para pista, são para serem ouvidas, bem sinistras." Tudo inédito, exceto o hit Gringo Oba Oba, que compuseram em 2009. Nos shows, Philip toca sintetizador analógico Holland e Korg e Fatu toca bateria eletrônica, mas é basicamente som eletrônico.

 

 

Festival na veia é mesmo vocação: já tocaram no Skol Beats, no Motomix, no SWU, no Planeta Atlântida, Marlboro Red Sounds 5 (Paraguai), Motomix e Chemical Festival. Na quinta-feira, embarcaram no navio Chilli Beans, para uma festa de fim de semana em alto-mar ao lado de Database, Roots Rock Revolution, Boss In Drama, Renato Lopes, Zegon, Fabrizio, Magal, Pitty, Man Purse, De Polainas e a banda francesa Plasticines.

 

O nome Killer on the Dancefloor vem de um verso da música Street Justice, dos canadenses do Mstrkrft (“another killer on the dancefloor, mais um matador na pista de dança”) - o empréstimo do nome foi dado pela própria banda.

 

“A ideia era perfeita: matar a galera de tanto dançar na pista”, diz Philip, para quem o período mais divertido da música eletrônica recente se deu entre 2006 a 2010, quando explodiu o som mais “roqueiro” de grupos como Justice e Digitalism. Nessa época, eles capitaneavam a festa Crew, que espraiou a cena indie dance. Philip nota uma inflexão mais para o pop na atualidade, os hipsters querem ouvir Rihanna.

 

“Parece que está se fechando um ciclo. Mas é óbvio que tem muita gente ainda que gosta do velho peso da música eletrônica”, diverte-se.

 

Já lançaram remixes por selos como Ultra Records, DJs Are Not Rockstars e Ninja Tune, e já trabalharam com importantes artistas como Larry Tee, MixHell, Princess Superstar, Mike Patton e Alexandre Technique. “Larry Tee foi quem abriu as portas para a gente, em 2007, quando o Killer começou”, conta Philip. Dali, receberam convite para a Intermusic Conference e se viram lado a lado com estrelas como Felix da Housecat. Mais adiante, foram indicados a melhor artista de eletrônica nacional no VMB Brasil 2010.

 

Abrir para David Ghetta foi glorioso. “Entregar a pista para ele foi supermarcante. Não podia deixar a coisa esfriar, tinha de fazer bonito”, diz. O duo também comanda o programa Na Pista, quinzenalmente às sextas-feiras, pela Rádio do Verão (94,1 em SP). A festa de lançamento de Criminal será no dia 16, com coquetel para a imprensa às 23 horas, no Bar Secreto. Não era para contar?

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