Um escritor sempre na mira dos cineastas

Dos grandes russos, ele talvez seja o mais visitado pelo cinema. Lev Nikolaievitch Tolstoi bate, em número de adaptações, seus compatriotas Dostoievski, Turgueniev, Gogol ou Chekhov. Suas criações supremas, Guerra e Paz e Ana Karenina, deram origem a numerosos filmes.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

01 Abril 2011 | 00h00

Nos anos 1960, Sergei Bondartchuk ganhou recursos superlativos do regime comunista para fazer o seu Guerra e Paz. A versão de King Vidor, quase uma década antes, é melhor. Nenhuma edulcoração. O épico de Vidor contempla os principais movimentos do livro - o romance aristocrático e a epopeia nacional russa. O diferencial é que Vidor filtra o autor por outro gênio das letras - Stendhal. Quando Pedro atravessa o campo de batalha, ele reconstitui a experiência de Fabrizio Del Dongo em A Cartuxa de Parma. Nada menos surpreendente - Tolstoi compartilha com Stendhal a convicção de que a guerra é, por natureza, caótica.

Mas é Ana Karenina que seduz os cineastas. Houve várias - Greta Garbo, Vivien Leigh, Tatiana Samoilova. Vem aí mais uma. A nova versão terá Keira Knightley e Jude Law.

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