Um caso de maturidade Pop

  Direto de Chigago, EUA. Na momentânea capital da música pop-rock-indie-dance do mundo só se fala em duas coisas: no Lollapalooza e no show do Arcade Fire no Lollapalooza.

Lúcio Ribeiro, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

O famoso megafestival americano, na mesma cidade que tem pouco mais de duas semanas foi realizado o emergente Pitchfork Festival, desde ontem e até amanhã está enfileirando ao vivo o que mais é falado na música jovem: Lady Gaga, a volta dos Strokes, a volta do Soundgarden, o megahíper Green Day, o moderno XX e dezenas de outros nomes.

Mas nada tem criado tanta expectativa, parece, do que a apresentação deste domingo do grupo canadense Arcade Fire, exatamente na semana do lançamento mundial de seu terceiro disco, o faladíssimo The Suburbs (foto).

O disco novo do septeto de Montreal, que estreou no pop com um álbum "pra cima" chamado Funeral (2004), já era campeão de audiência de blogs e sites desde que vazou na internet, há alguns dias. Agora que está oficializado, então...

SHOWS NO BRASIL: O QUE VER NA MARATONA

Tem sequência a lista de shows imperdíveis do agitado calendário nacional deste segundo semestre, que começou nesta coluna Passagem de Som da semana passada.

The Twelves (SWU, Itu, em outubro)

Dupla do Rio de Janeiro (digo mais, de Niterói) de música eletrônica que impõe incrível marca a hits conhecidos de outras bandas. É a chamada ''apropriação de música alheia'', mas com classe e qualidade. Ao vivo, tocando até instrumentos, o Twelves é grande pedida, sempre.

Calvin Harris (festival XXXperience, Itu, em novembro)

O produtor, DJ, guitarrista e compositor escocês Calvin Harris, diz que criou a disco. É bom nas picapes, é bom com banda. É bem relacionado com o indie, com o eletrônico, com o hip hop inglês e com a Kylie Minogue. Um show deste sujeito merece ser visto, sempre, seja na capital ou em Itu.

Queens of the Stone Age (SWU, Itu, em outubro)

Show dos mais aguardados no País desde que a banda teve passagem turbulenta apenas entre os cariocas, no Rock in Rio 2001. Josh Homme é um certo deus do rock há algum tempo. Excelente guitarrista estilo grunge do deserto, toca em algumas bandas boas, produz outras tantas. E faz, com o QOTSA, o show visto pelo maior número de garotas e com maior número de surfe na plateia do rock mundial. Vai ser em Itu, no "nosso" Woodstock do século 21.

Girl Talk (Planeta Terra, em SP, novembro)

Já atração passada do finado Tim Festival, o produtor e DJ americano Gregg Gillis teve sua primeira passagem pelo Brasil subaproveitada. Girl Talk tem duas virtudes: pegar muitas músicas conhecidas (ou quase) e transformá-las em uma só, e sua. E chamar um monte de garotas bonitas da plateia para se juntar a ele no palco e dançarem como se não houvesse amanhã.

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